sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Queremos futebol sem balizas para Rafa e a criação de mais competições para Cervi marcar


Enquanto vos escrevo, o Porto já publicou mais 5 fotos no facebook onde descobre penalties a seu favor e Peyroteo não pára de marcar. Entretanto, o fraquinho Benfica que não joga a ponta de um pintelho, termina o ano com 44 vitórias, igualando o Barcelona e o recorde de sempre em Portugal. O Paços fez pouquinho, o Benfica não precisou de fazer muito e até Celis esteve em bom plano, o que nos surpreendeu.

Ederson: termina o ano, acima de tudo, com frio. A defesa mais complicada que fez consistiu num momento em que tem tempo de colocar o joelho no chão e agarrar a bola com a calma que lhe é característica. Deu um sprint quase até ao meio-campo, provavelmente para dar os parabéns a Jardel pela boa exibição, tendo em conta que nunca mais esteve a menos de 20 metros dele durante a partida.

Nelson Semedo: é vender! Não precisamos para nada de um lateral rápido, a crescer defensivamente e com boa capacidade de decisão. Há aos montes desses... Meus amigos, eu não sei se o Vieira anda a tentar vendê-lo ou não, mas deixá-lo sair em janeiro será, sempre, um erro.

Luisão: não escorregou nenhuma vez mas ainda quis iniciar um contra-ataque para o Paços, que rapidamente cortou. Esteve lá hoje, sem se dar muito por ele.

Jardel: não precisa de estar muitas vezes em campo para se tornar notório que precisa de estar muitas vezes em campo. Foda-se, troquei-me... É o melhor central do Benfica e tem de ser titular sempre que esteja disponível.

André Almeida: aumentou a sua coleção de jogadores de bolso com um gajo qualquer do Paços que eu nem conheço, porque nem apareceu, isto depois de ter começado com Gelson. Teve contributo importante no golo.

Fejsa: nada afetado pelos doces de Natal, talvez por não festejar uma quadra que celebra o nascimento de um Messias, quando se sabe que o verdadeiro Messias se chama Ljubomir. Proponho por isso que se altere o Natal para 14 de Agosto. Proponho também que a Páscoa se festeje em cada dia que Ljubomir foi campeão, o que acabava por dar feriado durante quase todo o mês de Maio.

Celis: fez ao 6º jogo o seu melhor jogo, sem grandes problemas com a bola nos pés e tirando ali uns 5 minutos de flashback dos seus tempos na Colômbia em que começou a distribuir fruta, um bom jogo em termos defensivos. Parabéns Guillermo, hoje tens direito ao que quiseres.

Rafa: tudo que não exija marcar golos, Rafa faz como poucos. Rafa, o boneco playmobil de barba, quando olha para a baliza, vê isto certamente:


Cervi: decidiu mostrar aos colegas que se devem deixar de conices em frente à baliza e que devem espetar um balázio que, mesmo que apanhe o guarda-redes, o empurra para a baliza com a bola. Porra, estou muita forte com as referências ao Oliver e Benji hoje.

Gonçalo Guedes: muito bem a fugir a todos os defesas que lhe apareciam pela frente, melhor ainda a tentar estragar os placards publicitários que se encontram atrás da baliza. Fez Jonas desiludir-se com a juventude mais do que uma vez.

Raul Jimenez: esteve perto de marcar na jogada do golo de Cervi e esteve igual a si mesmo: lutador, esforçado e no sítio onde Rafa deve estar sempre (fora da área). Saiu lesionado, obviamente. Sim, porque o Benfica não poderia terminar 2016 sem alguém se lesionar.

Jonas: a bola fica mais redonda, a relva mais verde, a imagem mais nítida e colorida. Os colegas jogam melhor, os adversários parecem mais toscos e até Fejsa parece mais campeão com Jonas em campo. O futebol precisa de Jonas, Jonas precisa de futebol e nunca se esqueçam que Nuno, no Valencia, o dispensou.

Mitroglou: entrou para ser abraçado pelos carentes centrais pacenses. Sendo Kostas Mitroglou um rapaz friorento, duvido que se tenha importado muito.

André Horta: colocado em campo para ganhar ritmo, teve num corte em carrinho junto à linha final o seu melhor momento. Bem-vindo de volta, Hortinha.

sábado, 17 de dezembro de 2016

4 em cada 5 cardiologistas recomendam: não veja jogos do Benfica


Podíamos ter goleado, mas andamos ali a ver se ainda dava para tornar este campeonato mais interessante. É como aqueles gajos que podiam ter ganho ao Benfica, mas os adeptos adversários mandavam cartolinas... No entretanto, Jonas voltou e eu juro que senti a Terra a tremer.

Ederson: voltou a defender tudo o que lhe chegou pela frente, o que tendo em conta a pista de gelo na qual Luisão se vai encontrando, é muito. Não é o 12º melhor jogador do mundo graças aos votos de um cabo-verdiano sportinguista, mas safa.

Nélson Semedo: terá perdido, ao todo, um duelo durante a noite de hoje e foi quando apostou com o Pizzi no autocarro que o André Almeida não era homem suficiente para tentar um pontapé de bicicleta num jogo a contar. Exibição sólida, mais uma.

Luisão: 
Foda-se Capitão. A Lei da Gravidade já está provada, é
escusado continuar a tentar demonstrar que não é mito

Lindelof: menos paragens cerebrais do que aquilo que tem sido (infelizmente) normal. Ter tido um russo pela frente deve ter ajudado alguma coisa.

André Almeida: jogo certinho, ainda com resquícios de Gelson no bolso. Muito acutilante a atacar, a ter trabalho defensivo apenas perto do fim e deixa-me parar de escrever porque o Record ainda me rouba esta frase para o jornal de amanhã.

Fejsa: é raro criar-se algo em Portugal que se torna "viral" na Internet, porque normalmente só se cria coisa estúpida por aqui. Parece ter surgido ultimamente uma espécie de "Ultimate Challenge", que é ver quem consegue fazer uma cueca ao Fejsa de calcanhar. Deve dar direito a ser primeiro-ministro ou coisa assim. Obviamente, ainda ninguém chegou perto do objetivo. Mesmo que Fejsa tente ajudar, estando em todo o lado.

Pizzi: o grande problema de defrontar William Carvalho vem depois. Ficas a achar que o futebol são 90 minutos de contemplação e meditação e que correrias é para jamaicanos. Pizzi teve alguns momentos em que pareceu querer desfazer-se dessas ideias, mas depois fez tiro ao Moreira e viu em Jonas um desses jamaicanos, voltando ao mesmo. Volta #pissi.

Cervi: começou à direita, mas ter-se-á sentido intimidado por haver daquele lado alguém que corria mais que ele, tentando a sua sorte do lado esquerdo. Alguns bons pormenores e um breve regresso ao lado direito para arrancar um penalty, saindo pouco depois.

Rafa: é o gajo que seduz as mulheres todas, mas não come nenhuma. É o gajo que tem os melhores carros, mas não tem carta. Rafa é o gajo que vai ao restaurante, come os aperitivos e pede a conta. É aquele que cria, mas que no fim, destrói. Rafa entusiasma, mas um gajo farta-se de levar as mãos à cabeça quando ele se encontra em frente à baliza. É só fazer mira à cabeça do guarda-redes, vais ver que resulta!

Gonçalo Guedes: não é fácil ser um miúdo-prodígio. Todos te querem puxar, agarrar e até rasteirar. Guedes, um pouco à imagem de Rafa, também seduz as mulheres todas, tem os melhores carros e vai aos melhores restaurantes. Mas quando está à porta, leva uma entrada de carrinho.

Raul Jimenez: Aí está Jimenez voltou a cagar num guarda-redes num penalty. Voltou a fazer de uma grande penalidade uma trivialidade e de um guarda-redes um ser com um sofrível poder de adivinhação. Os meus dias pareciam estranhos sem um golo de Raul, mas o mexicano voltou a fazer do mundo um lugar normal, três dias depois.

Mitroglou: Pedro Henriques ia prevendo uma entrada triunfante do grego, quando Aílton imaginou-se a fazer curling com uma bola. Mitroglou entrou, mas o Benfica já não estava virado para essa coisa dos golos e Mitroglou mais não fez do que apanhar frio.

Jonas: percebes que és bom quando jogas 15 minutos e estás perto de fazer dois golos em cantos do Pizzi. Jonas está de volta, todos os presentes de Natal recebidos daqui a uma semana são obsoletos e nada mais do que um prolongamento do real Natal, que aconteceu hoje, na Amoreira.

Samaris: essa cena de dar as boas-vindas a um treinador espanhol, oferecendo-lhe a possibilidade de fazer 4 substituições não dá com nada...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Não é de Madrid, mas é Real e Mitroglou sabe


Hoje não me foi possível assistir ao jogo, devido a trabalho, mas bem ou mal, o Benfica lá eliminou o Real Massamá e continua o seu caminho na Taça.

Por outro lado, interessa-me mesmo saber: isto teve alguma coisa a ver com cartolina ou o Benfica ganhou mesmo por ter marcado mais golos e havia gente a tentar esconder o facto de terem saído da Europa e ficado a 5 pontos da liderança com cartolinas e fita-cola? E as cadeiras queimadas, como é que ficamos? Pagam ou foram as cartolinas e a mão do Pizzi?

domingo, 11 de dezembro de 2016

Cartolinas? Eram os famosos vouchers da Luz, caro Bruno


Num jogo em que o Benfica tentou aproveitar os ataques rápidos, foi o Sporting quem mais uma vez dominou de forma categórica rumo a uma (quase) vitória, que não aconteceu porque Peyroteo hoje decidiu tirar folga e porque o árbitro não deixou. Tal como não deixou que o melhor trinco do mundo cometesse mais de 10 faltas sem amarelo ou tentasse ir ao focinho a um apanha-bolas. O Benfica ganhou e, de repente, este país voltou a não gostar nada de futebol. Salvio e Raúl, dois jogadores que os benfiquistas não queriam em campo, fizeram os golos, algo que me leva a pensar que estivemos a uma entrada do Celis em campo de um resultado mais confortável. Já agora, quem é aquele rapaz na foto entre o Cervi e o Rafa, de camisola do Benfica vestida?

Ederson: voltou a defender quase tudo o que lhe apareceu à frente, ao contrário do Patrício que, segundo o JJ, fez zero defesas. Mas por acaso, até prefiro ter na baliza gajos destes. Que defendem quando a bola chega perto dele e que, vá, fazem o seu trabalho.

Nelson Semedo: presenciou na primeira-parte o eclipse de Bruno César, semelhante ao eclipse da Lua, mas com um objeto de maior circunferência. Deve ter ficado demasiado tempo a olhar para o sol, porque não viu Campbell uma única vez na segunda-parte e isso podia ter saído caro.Foi duas vezes lá à frente, tendo sido decisivo numa delas.

Luisão: apanhou finalmente um avançado tão móvel quanto ele, embora mais novo, pela frente e esteve melhor do que ultimamente. Saudades de Liedson é daquelas coisas que não terá.

Lindelof: bem durante quase todo o jogo, distraiu-se por um momento para tentar ajudar Nelson Semedo a encontrar Campbell e esqueceu-se que havia um Bas Dost nas costas. Andou o resto do jogo à procura do holandês, mas Jesus já o tinha tirado, inovando mais uma vez ao não colocar nenhum jogador em campo para o seu lugar. Olha que um dia copiam-te, Jorge...

André Almeida: com um início um pouco abananado face aos slaloms de Gelson, rapidamente entrou em jogo e pouco espaço deu ao extremo do Sporting, rubricando uma boa exibição. Mantém o bigode, embora o Movember já tenha acabado, numa clara homenagem ao bigode à Benfica.

Fejsa: anulou quem quer que fosse o homem que aparecia à sua beira na primeira-parte, mas sofreu um pouco mais no segundo-tempo para parar a legião que se encontrava no seu raio de ação (que cobre todo distrito de Lisboa e um pouquinho de Setúbal). Teve o seu melhor momento numa jogada perto do fim em que, heroicamente, aguenta o riso no momento em que Marvin Zeegelaar tenta ultrapassá-lo com um toque de calcanhar.

Pizzi: mostrou a todo o país o génio que é quando, ainda no primeiro tempo, isola Jimenez usando Bryan Ruiz como tabela. Desapareceu na segunda-parte quando, por não ser Guedes, não correr como Guedes ou não levar porrada como Guedes, Rui Vitória decide que Luís Miguel deveria passar a ser Guedes. Fez umas 3 ou 4 roletas durante o jogo, o que é sempre bonito.

Salvio: vinha-se arrastando em campo, nem defendia, nem atacava. Os benfiquistas pediam que Rui Vitória o sentasse. Rui Vitória não acha bem fazê-lo, Salvio entra ligado à corrente, ajuda a defender e ainda marca um golo do outro lado, bem à sua imagem. Portanto, como é óbvio neste Benfica, saiu lesionado.

Rafa: esteve em quase tudo o que foram lances de perigo do Benfica, pareceu sempre ser demasiado pequeno para que qualquer jogador do Sporting o visse sequer. Fez uma assistência de trivela, pintou o jogo com classe e pintou também o cabelo de muito benfiquista de branco com aquele lance em que decide mal, já na segunda-parte.

Gonçalo Guedes: William e Zeegelaar iam alternando no já habitual jogo de "Sai da frente Guedes", em que se pontapeia o rapaz a ver se parte. Numa jogada estranha, viu uma cartolina fazer um corte totalmente limpo, sem lhe acertar nas pernas, algo que ainda não tinha acontecido este ano. Jorge Sousa decidiu, mais uma vez contra o Sporting, parar um contra-ataque leonino e dar bola ao solo.

Raúl Jimenez: não recebeu o memo de Cardozo e Mitroglou que diz que "no cara a cara com Rui Patrício, rematar por entre as pernas". Redimiu-se na segunda-parte, ao antecipar-se a João Pereira, que ainda deve estar a tentar chegar ao cruzamento de Nelson Semedo. Percebeu da pior maneira que, depois do minuto 70 do ano passado ter sido de cânticos dos adeptos do Benfica, este ano foi a altura ideal para o "Dia Internacional de bater no Raúl".

Danilo: sem jogar desde 2003, quando entrou na compensação de um jogo das escolinhas do Grêmio, notou-se alguma falta de pernas do médio. Deverá agora hibernar, voltando a tempo do jogo da segunda volta.

Cervi: entrou para ajudar a defender e conseguir arrancadas que permitissem ampliar a vantagem. Conseguiu a primeira, tentou a segunda e ainda levou com um Coates em cima.

Samaris: colocado em campo para subir a média de alturas da equipa, num momento em Cervi e Rafa estavam em campo em simultâneo.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Se isto são os 30 minutos à Benfica, não os mostrem mais


Começou tudo bonito, jogadas com 3 bolas nos ferros davam em golo, os temíveis adeptos turcos iam vendo uma equipa de vermelho passear classe e qualidade no seu estádio. E depois, aconteceu nada mais nada menos, do que Sporting. O que antes do jogo até não seria um mau resultado, é agora uma das piores coisas que vi o Benfica fazer nos últimos anos.

Ederson: sem trabalho na primeira-parte, fez o que podia na segunda quando teve um bando de turcos e um cigano atrás dele, a acertar-lhe na cabeça e tudo mais. Sai com o ponto positivo de ter acertado com uma bolada no árbitro de baliza e não lhe ter acontecido nada.

Nélson Semedo: marcou um golaço na primeira-parte e, talvez por isso, começou também ele a levar com um bando de turcos e um cigano em cima dele, a toda a hora. Teve trabalho a mais no segundo tempo para um lateral de uma equipa que chega ao intervalo a ganhar 3-0.

Luisão: tinha uma ótima analogia para fazer comparando Luisão ao tipo de muro que Trump quer construir na fronteira EUA-México, mas depois o Benfica sofreu três golos e fica a ideia que, com ou sem muro, os mexicanos passam na mesma.

Lindelof: numa fração de segundo, a sua cabeça parou e, vendo o que o Ederson ia fazendo na primeira-parte, decidiu tentar o mesmo. Tendo em conta que tem o equipamento igual a outros 9 gajos em campo, não podia.

Eliseu: com poucas deslocações à frente, teve facilidade para parar Quaresma no primeiro tempo. Tal como os seus colegas, deixou-se dormir no 3º golo e deixou um jogador que até então tinha sido defesa-central assumir o papel de ponta-de-lança. Teve, ainda assim, uma exibição positiva.

Fejsa: Deus Ljubomir voltou e logo com um golo, que devia ter sido suficiente. Não foi e Fejsa sai do jogo com a sensação de que fez tudo o que podia e que lhe competia e que, mesmo assim, de nada serviu.

Pizzi: passou os primeiros 45 minutos a ser vítima de bullying por parte de um turco com um nome impossível de escrever, mas sempre a jogar com critério e a "fazer o carrossel mexer". Terminou o jogo só a correr de um lado para o outro, sem grande ideia do que fazer.

Salvio: sem saber bem como, fez duas assistências e ainda usou o poste para fazer outra. Viu Semedo fazer um golaço na primeira-parte e deve ter pensado que o jovem lateral aguentava defender sozinho. Enganou-se.

Cervi: sem deslumbrar, ia conseguindo combinar bem com os colegas e fazendo parte daquele carrossel que a equipa manteve durante 60 minutos. Pareceu sair do campo "só porque substituições são coisas que um treinador faz" e a equipa perdeu bastante.

Gonçalo Guedes: voltou a ter uma batalha não só contra a equipa adversária mas também contra a gravidade, sendo que ia ganhando ambas. Sai com um golo e a noção que se calhar teria feito mais sentido se só tivesse saído daquele relvado no fim.

Mitroglou: escolheu o pior jogo para decidir fazer a sua melhor impressão de Kikin Fonseca ou qualquer das outras dezenas de pontas-de-lança que por cá passaram e que tinham "muito azar" em frente a baliza. Estamos a precisar do Mitras e não deste rapaz que lhe roubou a camisola.

Rafa: entrou em campo com uma missão, mas acho que nem ele, nem Rui Vitória sabe qual era.

Samaris: entrou para segurar o meio-campo mas a bola já não andava por essas zonas há algum tempo.

Raul Jimenez: é fácil agora dizer que devia ter ido para o campo mais cedo. Mas a verdade é que devia...

domingo, 20 de novembro de 2016

A serenata de Pizzi à chuva


Ainda Bruno de Carvalho puxava a gosma para cusp... soltar o fumo do cigarro eletrónico, enquanto terminava mais uma volta olímpica ao estádio, William Carvalho acabava de cozinhar o almoço e André Silva se levantava da área do Chaves e já Cervi marcava. A partir daí foi vê-los criar oportunidades e marcar golos como se não houvesse amanhã. Este Marítimo não é um Praiense, mas acaba por ser um bom resultado na mesma.

Júlio César: a crueldade com que se obriga um jogador mais velho a estar ali, 90 minutos à chuva, enquanto os mais novos se divertem lá na frente a marcar golos. Era por razões destas que quando andávamos na quarta classe, ninguém queria ir à baliza em jogos contra os da segunda...

Nelson Semedo: numa semana em que se falou bastante do interesse de outras equipas em Semedo, o lateral do Benfica decide não perder qualquer lance defensivo e ainda fazer aquilo no terceiro golo... Não gostas do que tens aqui em Lisboa, Nelson? O que te falta rapaz? O que é que podemos fazer por ti?

Luisão: recuperado para hoje, provou que estava a prever o golo de Lisandro no Dragão, daí ter pedido para sair. Sempre certo na antecipação, não deixou passar uma bola que fosse. Mais um "velhote" a passear à chuva num sábado à noite.

Lindelof: esteve em campo com a camisola do Benfica, o que a acreditar em tudo o que vem nos jornais, será sempre um alívio. Certinho, tal como o parceiro da defesa.

Eliseu: levou uma cacetada logo da primeira vez que Dyego Sousa se fez a uma bola hoje. Bem a atacar e a defender, mostrou-se bastante disponível fisicamente.

Samaris: começou o jogo com uma jogada em que perde a bola uma vez e ganha duas. Deu golo! Teve muito pouco trabalho a defender, permitindo-o soltar-se mais e resultando num jogo muito positivo.

Pizzi: controlou tudo o que aconteceu naquele campo hoje, o que me leva a crer que tenha sido ele a dar a palestra à equipa, decidido quando regar a relva ou quando desligar os holofotes. Fernando Santos prefere ter dois guarda-redes no banco do que ter lá Pizzi, vá-se lá saber porquê. Houve #pissi hoje, claramente.

Salvio: hoje sem golos, mas muito bem nos movimentos interiores, embora sempre um pouco trapalhão. Usou uma braçadeira de braço preta, algo que não sabia que ele fazia e que achei interessante...

Cervi: quase que acertava em Mitroglou no seu golo, no seu sítio preferido, no lance mais visto esta época nos jogos do Benfica. O treinador do Marítimo admitiu que o golo de Cervi deitou ao lixo uma semana de trabalho. Para Cervi este foi, portanto, só mais um sábado.

Gonçalo Guedes: desde pequeno, Gonçalo habituou-se a acordar de manhã, correr para o autocarro e ser placado por um qualquer central brasileiro. Agora, com 19 anos, Gonçalo já não é pequeno mas tudo o resto se mantém. Mas Gonçalo desenvolveu o hábito de rapidamente se levantar e seguir com a sua vida, porque ninguém teria pena dele. Isso e marcar golos de fazer levantar um estádio.

Mitroglou: menos toques na bola do que Júlio César, dois golos, uma assistência e zero sorrisos. Porque Mitroglou sabe que fazer o seu trabalho não é mais do que a sua obrigação.

Jimenez: o pessoal lembrou-se de ir ver que o Jimenez nunca falhou um penalty e, por isso, é de esperar que falhe o próximo. Entrou, poucas vezes tocou na bola, marcou um e até podia ter saído com mais golos. É a vida de um avançado...

Rafa: um mês à espera dele para se lesionar no primeiro jogo e ficar mês e meio de fora. Avistou-se Rafa na Luz e reagiu-se como se finalmente o Big Foot tivesse sido confirmado.

Carrillo: pouco tempo em campo para se dizer o que quer que seja, mas é de crer que comece a subir de produção, tendo em conta o que fez pela seleção.

Luís Filipe Vieira: impressionante como pode ser presidente de um clube sem cuspir noutro presidente ou fazer uma volta olímpica no seu estádio... Podemos repetir as eleições?

domingo, 6 de novembro de 2016

A abertura do novo Espaço K, de Karma


A vaca lampiónica está viva aparentemente. O estado lampiónico subornou Herrera (através do Raul provavelmente, que se vê a agradecer ao médio do Porto na imagem) e o Benfica consegue um empate aos 92 minutos na casa do "Somos Porto". As rodinhas à volta do árbitro voltaram, o ódio de todo um estádio a um clube também, mas o final foi tudo menos normal. E assim é tão mais bonito.

Ederson: muito boa primeira-parte, tirando aquelas vezes em que tentava meter a bola em Gaia. Esqueceu-se que à beira do poste também é baliza e ia borrando a pintura de um jogo em que foi quase sempre perfeito a defender e um qualquer central de Distrital a chutar para a frente.

Nelson Semedo: foi o que mais sofreu com o clima de intimidação do Porto. Viu-se sempre rodeado por gajos do Porto e sem ajuda de ninguém. Só faltava lá mesmo o Macaco para ser tudo como há uns anos atrás.

Luisão: já não está para andar a correr atrás de putos e preferiu sair cedo do jogo, quando terá tido uma visão do que seria o final do jogo. Até nisto Luisão mostra o que é ser capitão.

Lindelof: dos jogos em que esteve mais ativo e mais atento também, conviveu de perto com a falta de força de André Silva, que rapidamente tinha vontade de sentir a relva do Dragão. Teve um cheirinho do que é uma verdadeira visita às Antas e sorriu pela primeira vez desde Maio quando o Benfica fez o golo.

Eliseu: fez apenas um cruzamento do meio-campo, o que é um novo recorde. Poucas vezes saiu para atacar, mas nem foi pelo seu lado que o Porto criou mais perigo. Deve-se ter rido bastante do Maxi.

Samaris: bastante perdido na primeira-parte, foi dos que melhor esteve e dos que melhor reagiu quando o Benfica decidiu sair da toca. Não é Deus Fejsa, mas a sua exibição acabou por valer muito pela segunda-parte.

Pizzi: tal como Samaris, muito pobre no primeiro tempo mas bem melhor aquando da entrada de Horta. Tentou fazer a equipa jogar quando a equipa decidiu que também estava no Dragão para um jogo de futebol.

Salvio: que mete a cabeça no chão e toma decisões estranhas com a bola nos pés já todos sabemos, agora que era capaz de deixar o Semedo a levar com 3 ou 4 jogadores do Porto e ficar a pastar a meio-campo não sabíamos. É tudo muito bonito, mas escrever mensagens nas redes sociais sobre o Benfica não chega.

Cervi: tentou principalmente por lances individuais levar a equipa para a frente na primeira-parte, mas acabou por estar demasiado sozinho e demasiado obrigado a defender para se soltar como queria.

Gonçalo Guedes: dois ou três remates com o Dolce Vita como alvo e várias perdas de bola, tendo melhorado quando passou para a ala, onde tinha menos gente a querer bater-lhe. Pouco em jogo ainda assim.

Mitroglou: sempre que a bola ultrapassou a linha do meio-campo e entrou na metade portista, Mitroglou estava ao lado. Hoje é o dia em que se pode dizer que um homem passou ao lado do jogo e estar 100% correto. Mitroglou não esteve lá e a equipa também se ressentiu disso.

Lisandro: Goooooooooooooooooooooooooooollllllllllllllllllllllllllllllllllllloooooooooooooooooooo crl!!! Assim festejaram milhões de benfiquistas à volta do mundo quando um central com nome de ex-ponta de lança do Porto marcou no minuto preferido dos da casa. O que me leva a pensar que ficamos a um Jardel de ganhar isto. Lisandro usou um dos trampolins que os adeptos do Porto tinham quando cantavam "E quem não salta é Campe... Lampião" e marcou num dos cabeceamentos mais lentos da história do futebol.

André Horta: levou a equipa para um patamar que ainda não tinha tido no jogo, soube ter bola e ainda acabou com uma assistência. Um dos melhores do Benfica, aquele que trouxe a equipa cá para cima.

Raul Jimenez: entrou para jogar demasiado encostado à ala. Raramente terá tocado na bola, mas viu de perto o golo do Benfica, logo, tem o dia ganho.

PS: já se pode questionar o Departamento Médico/de Preparação Física ou ainda não? Obrigar o Benfica a ir ao Dragão sem 5 titulares é demasiado. Hoje deu para escapar, mas não dará sempre. Não têm culpa de tudo, mas terão em muita coisa e é preciso fazer algo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O estranho sentido de humor do Universo em mais uma vitória do Benfica (#prayforfejsa)


O Benfica venceu mas o que é que isso interessa quando Fejsa sai lesionado? Precisas de alguma coisa Ljubomir? O que podemos fazer por ti? Dá para jogar coxo? Dá para inventar a máquina do tempo nas próximas horas? Teria Ederson defendido o penalty se Fejsa não se tivesse lesionado? Estaria o Dinamo Kiev na Champions se a Ucrânia ainda fosse parte da União Soviética? Tudo isto é uma confusão e eu não sei lidar com isto...

Ederson: o brasileiro estava no sítio errado à hora errada. É verdade que Derlis vinha a arrastar o pé desde o Colombo, mas Ederson estava lá. E estava lá também quando foi preciso defender a grande penalidade. Ederson foi héroi, quando mais precisávamos. O herói que queremos e o que precisamos. Assim, nem o Super Homem!

Nelson Semedo: nem deve saber como é o guarda-redes do Dinamo, tão poucas foram as vezes que se deslocou lá à frente. Teve alguns problemas com Derlis, mas foi bastante competente em quase tudo o que fez.

Luisão: há aqui alguma piada com o facto da vida mandar o Luisão várias vezes ao chão, mas eu não consigo ver bem qual é. Teve flashes de Liedson quando viu Derlis torcer-lhe os rins e deverá ter uma noite complicada ao nível do sono, mas no resto esteve impecável.

Lindelof: escorregou na primeira-parte qual miúdo sueco que brinca nos lagos gelados de Vasteras. Levantou-se e ainda foi evitar o golo, coisa que nenhum miúdo de Vasteras é capaz de fazer. Muito menos agora, que andam metidos com o Sporting.

Grimaldo: menos acutilante (não Record, não quero ir trabalhar para vocês) que o normal, mas sempre bem naquilo que fez. Raramente deu espaço a qualquer dos ucranianos que por ali aparecesse, levando Putin a pensar claramente em bater o valor da sua cláusula em Janeiro.

Fejsa: sabes que o destino é uma coisa lixada quando Deus se lesiona no Dia de Todos os Santos. Não te preocupes Ljubomir. As velas já estão acesas, as beatas já rezam e o Santuário de Fátima já está preparado para a enchente. Resta que faças a magia que só Deus consegue fazer e recupera dessa porra.

Pizzi: menos preocupado com a criação, mais com a segurança defensiva hoje, num jogo em que também não se jogou assim tanto à bola. Não foi o seu jogo mais vistoso, mas foi bastante competente. Tinha os olhos vermelhos na flash interview, o que só pode significar uma coisa. Chrou pela ausência de Fejsa ao seu lado.

Salvio: uma ou outra arrancada de qualidade e um golo. Tem sido isto Salvio, nem mais nem menos. E por nós, pode continuar assim, porque tem resultado. Teve pela frente um gajo chamado Makarenko, algo que lhe deve ter dado uma certa vontade de dançar uma popular música dos anos 90 interpretada pelos "Los del Rio".

Cervi: decidiu que hoje era um bom dia para mostrar toda a qualidade que tem naqueles pés, obrigando ucranianos a pontapearem um pequeno argentino como se este se chamasse Lionel. Não acertou com um remate no rabo de alguém a partir da zona de penalty, o que para mim é sempre um desgosto.

Gonçalo Guedes: foi o ex-Gonçalo na primeira-parte, trapalhão e sem cabeça, mas esteve mais perto do que já tem sido habitual na segunda. Principalmente quando decidiu testar a força da trave . Podia e merecia ter saído da partida com mais um golo de levantar o estádio.

Mitroglou: não sei se há algum livro de Tintin em que o jovem não consegue parar os vilões ucranianos, mas se não houver, a história foi escrita hoje, no Estádio da Luz. O nosso grego de cabelo à Tintin e barba à capitão de Haddock podia passar ali toda a noite, que nunca na vida ia acertar na baliza. "Tintin derrota os Ucranianos" provavelmente nunca existirá e é pena.

Samaris: teve o azar de substituir Deus, portanto nunca poderemos ser justos com ele. Mas não teve grandes problemas enquanto esteve em jogo.

Raul Jimenez: teve uma arrancada a provar que a lesão já lá vai, embora apresente pernas dignas de uma múmia em campo. Finalizou o lance da arrancada a provar que o Raul está de volta, quando a Luz quer é o Jimenez.

André Almeida: entrou para provar que o Benfica apoia todas as causas. É altura de Movember e não há Benfica sem bigode.

#PrayForFejsa

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Dia de voto

Cumpre-se hoje mais um dia de democracia no nosso Benfica.
Muito se tem desvalorizado este acto, muito por culpa de haver apenas um candidato em corrida, o que torna o desfecho do resultado bastante previsível.

No entanto, é preciso relembrar que bem antes de haver democracia em Portugal  havia democracia no Benfica. Falamos de algo que está bem entranhado nas raízes  do nosso clube e que deve ser respeitado e preservado.

Por tudo isto e muito mais e seja-se a favor ou contra o actual Presidente, concorde-se com tudo, com algumas coisas apenas ou não se concorde com nada...o importante é cada sócio exercer o seu direito de voto que é também uma responsabilidade.

Mesmo um voto branco é mais importante que um não-voto. Por isso usemos deste nosso privilégio e votemos em consciência.

Até porque amanha há mais um jogo para ganhar! Viva o Benfica!







segunda-feira, 24 de outubro de 2016

As caralhadas do Pizzi, as aventuras de Mitroglou e o patriotismo de Lindelof numa impensável vitória pós-Champions


Jogo regadinho de chuva, mas com um Benfica dominante, a entrar bem e a conceder muito poucas oportunidades ao Belenenses, ficando a sensação que o resultado podia ter sido mais dilatado. Fiquei confuso durante o jogo, porque podia jurar que tínhamos jogado na quarta em Kiev e que mesmo assim estávamos com uma intensidade alta, mas deve ter sido sonho só.

Ederson: à chuva, sujeito a apanhar uma pneumonia, defendeu o que por perto da baliza passava como já vem sendo hábito. Sem muito trabalho, mas eficaz no que fez, vai certamente andar a canjas esta semana.

Nelson Semedo: um lateral copy-paste. O que fez hoje foi copiado do jogo da última quarta, não interessando para tal o adversário, o árbitro ou o senhor dos couratos. Mas cá vai uma data de clichés futebolísticos que se poderão ler amanhã no jornal: foi seguro a defender e aventurou-se bastante no ataque. Se isto vier no jornal quero um chocolate.

Luisão: continua certamente com raiva de alguma coisa, os jornalistas saberão explicar melhor. Comandou mais uma vez o setor defensivo, como jogador infeliz que é, tendo participação importante no golo de Grimaldo.

Lindelof: jogo certinho e competente até ao momento em que decidiu assustar a nação benfiquista, sentando-se no chão com dores. Nada mais não seria do que a preparação para a dança tradicional sueca que ia ensaiando a seguir, enquanto se deslocava para o seu sítio.

Grimaldo: mais um com poucos problemas defensivos e que, por isso, teve a oportunidade de ir lá à frente quantas vezes quis, Um par de cruzamentos para o Tejo e uma assistência para o tiro ao boneco de Mitroglou depois, decidiu assumir o papel de marcador. Saiu perto do fim e todos ansiámos que seja apenas por ter saudades de um tal de Jonas.

Fejsa: se eu disser que Fejsa fez uma data de cortes e limpou o meio-campo, não estarei apenas a ser repetitivo e curto na minha análise. Estarei também a ser injusto, mas ao mesmo tempo verdadeiro. Não há palavras para a segurança que dá ter Fejsa, mas para se escrever um texto, as palavras são necessárias.

Pizzi: pôs toda a gente a jogar, assistiu mais uma vez e, apesar de uma ou outra asneira, nenhuma foi maior do que aquilo que se pôs a dizer junto a um microfone nos descontos. Pensa Luís Miguel, que agora és pai. Caralhadas não, Pizzi. Caralhadas não.

Salvio: uma data de bons pormenores, um ou outro momento de individualidade exagerada que são tão habituais como o Sporting foder pontos depois da Champions e um lance caricato perto do fim, em que pareceu nem pilhas ter para mexer uma perna, quanto mais dominar uma bola. É óbvio que foi visto dois minutos depois a arrancar um amarelo num sprint.

Cervi: tem a estranha mania de aparecer na zona de penálti, pronto a acertar com um remate no rabo de alguém. Conseguiu na segunda-parte ainda enviar uma bola à trave, terminando o jogo sem um golo, algo a que eu não me conseguirei habituar.

Gonçalo Guedes: estava afinal tudo bem com Guedes e rapidamente as nódoas negras sararam. Ainda foi dono de uma mochila de nome Gonçalo Brandão na primeira-parte e surpreendeu Rosell na segunda, quando pareceu querer pedir-lhe a camisola. Foi mais do que isso, o grande dinamizador do ataque benfiquista, criando oportunidades para toda a gente. Ainda a esta hora se poderá ver João Diogo no Restelo, qual pião, a rodopiar depois da finta no golo de Grimaldo.

Mitroglou: teve jogo para hat-trick, marcou um golo e continuará a ser o melhor jogador com cabelo à Tintim e barba à Capitão Haddock do mundo e o melhor remédio contra os ataques cardíacos prematuros dos benfiquistas.

Jimenez: tem neste momento tanta aptidão para jogar futebol de alto nível como eu. Razões diferentes? Certo. Eu sou só horrível e ele está lesionado. Mas a aptidão neste momento é a mesma.

André Almeida: lançado porque Grimaldo se lesionou, não se lesionou também. Uma exibição positiva, assim sendo.

Danilo: One way or another I'm gonna see ya
I'm gonna meetcha meetcha meetcha meetcha
One day, maybe next week
I'm gonna meetcha, I'm gonna meetcha, I'll meetcha

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Ederson foi Ljubomir, os argentinos dão-se bem na Ucrânia e a solução para os problemas na Crimeia


Primeira vitória do Benfica nesta edição da Champions na gelada capital ucraniana. Antunes quis rivalizar com Ederson pelo prémio de melhor do Benfica, num dia em que nem a entrada de Celis nos tiraria a vitória. Não é uma vitória de penalty no último minuto em casa do Brugge, nem tão pouco nos aproxima da liderança no Campeonato da Vida, mas dá para continuar a acreditar na passagem na Champions, o que também é importante.

Ederson: recebe hoje o prémio Fejsa, pela quantidade de vezes que teve de ser bombeiro (Fejsa também o foi, mas isso já é o normal, não tivesse o prémio o seu nome). Viu Vida passar-lhe à frente e depois ir contra ele a alta velocidade na primeira-parte, o que, não só dá um bom trocadilho como ainda ensina lições ao jovem guarda-redes.

Nelson Semedo: Viu Derlis fazer um cabeceamento horrível, que só seria suplantado pelo remate do mesmo pela linha lateral, quando já se encontrava dentro da área. Não teve muito trabalho defensivo e ainda foi bastante competente nas ações ofensivas. Terminou o jogo a ver um miúdo ucraniano ganhar cantos pelo seu lado, o que é sempre engraçado.

Luisão: continuam a perguntar a Luisão se os seus festejos são gestos de raiva e Luisão continua a olhar para os jornalistas a pensar se os gajos têm mesmo credenciais para estarem ali de microfone na mão. Foi uma ou outra vez ultrapassado em velocidade, mas com toda a sua raiva, acabava sempre por assustar os adversários que mais opções não tinham do que atirar a bola para fora.

Lindelof: bem a compensar, embora tivesse um ou outro problema com bolas colocadas nas suas costas na segunda-parte. Foi terrível para os fotógrafos que raramente o conseguiram apanhar, tal foi o seu grau de notoriedade hoje.

Grimaldo: passou no teste de aguentar 90 minutos com o Yarmolenko pela frente e não se rir uma vez do penteado. Não foi tão ofensivo hoje, mas encarnou nas melhores personagens dos filmes de ação no final, ao impedir o golo do Dinamo. Foi um filme com final feliz.

Fejsa: controlou o meio-campo e raramente deu espaço a quem por lá aparecia, voltando um pouco ao Fejsa que já conhecemos. Colocou-se também na frente de um remate já perto do fim, mas com muito menos dramatismo do que Grimaldo, porque Fejsa não tem tempo para isso.

Pizzi: sólido a defender durante boa parte do jogo, foi importante no segundo golo ao descobrir Salvio. Valeu a sua exibição pela maneira convicta com que o relatador espanhol do meu stream dizia o seu nome, até porque a sua exibição foi, ao contrário do que é costume, constante.

Salvio: um golo de penalty, uma (quase) assistência e todo um flanco para correr, que Antunes lhe alugou e que Salvio agradeceu. É um daqueles jogos em que um gajo nunca se vai lembra se ele perdeu muitas bolas ou se andou a fazer cruzamentos para ninguém porque a sua presença nos golos e a felicidade com que correu naquele flanco, deixam qualquer um deslumbrado.

Cervi: marca que se farta e ainda tem coragem de ir até à Ucrânia fazer túneis. Claro que depois leva na boca. Notou-se uma clara ausência de Horta no festejo do seu golo.

Gonçalo Guedes: Putin já deve ter estudado. É deixar Guedes no meio dos ucranianos a levar porrada e conquistar a Crimeia sem ninguém ver. O jovem português certamente não passou frio esta noite, regressando a Portugal com o primeiro caso clínico de nódoas negras em 2º e 3º grau.

Mitroglou: passou pelo jogo como um homem nos saldos da Zara. Estás lá porque tem de ser e só esperas chegar a casa inteiro, porque dali não vais levar nada. Foi ainda assim perturbado por um remate de Cervi, que Mitroglou obrigou a repetir. Com sucesso, obviamente.

Jimenez: regressou de lesão para tentar bolas de cabeça e evitar uma recaída. Diria que esteve bem em 50% das suas funções, mas vou esperar pelo boletim médico.

Celis: Rui Vitória quis testar se esta era a noite do Benfica, ao colocar Celis a 8 minutos do fim, e cedo se reparou que o teste ia ser positivo. Celis passou ao lado de tudo o que aconteceu naquele campo e é assim que queremos que continue.

Eliseu: entrou, para extremo, porque o Benfica tem poucos. Fez uma falta, festejou a vitória com os adeptos e foi para o balneário. A vida de Eliseu nunca foi tão pacata...

sábado, 15 de outubro de 2016

Não te metas com o Benfica na discoteca


Porque o Benfica é aquela gaja que vos permite tudo: vocês pagam uma bebida, começam a fazer-se ao piso, agarra aqui, mexe ali e até vos pode dar um ou outro beijinho. Mas na hora de ir embora, para fechar "a transição", está muito cansada e/ou dá-vos o número de um contabilista de 63 anos de Almancil. Porque pelo segundo ano consecutivo, o que o Benfica fez na 3ª Eliminatória da Taça de Portugal foi bullying aos mais pequenos. Prometeram-lhes mundos e fundos para depois aparecer um central a decidir que afinal já era hora de ir para a caminha e que não havia lugar a prolongamentos.

Ederson - titular hoje num jogo em que Paulo Lopes foi suplente, deixando-nos na mesma à nora quanto à questão da rotatividade dos guarda-redes. Existe? Tem uma sequência? É influenciada pela presença do Celis em campo? Para descobrir nos próximos tempos...

Nelson Semedo - não se assustou com um Águas pela frente e foi bastante participativo no ataque, embora tenha desaparecido da sua zona defensiva em alguns momentos na segunda-parte. Voltou da seleção inteirinho, o que é sempre positivo.

Luisão - como quem tira doces a um bebé, Luisão foi lá acima e decidiu que já chegava de futebol por hoje. Festejou como se de um golo decisivo para o título se tratasse (e ele sabe como se festejam esses), mas compreende-se porque o alívio que sentimos foi semelhante àquele que nos proporciona um título nacional.

Lisandro - foram tantas as boas ações ofensivas como a quantidade de lenha que distribuiu lá atrás. Fica agora ao vosso critério o número de faltas e jogadas perigosas de Lisandro hoje.

Eliseu - um gajo fica habituado a ver o Messi ali e por isso, quando metes um jogador que chuta de todo o lado, normalmente acertando num adversário, ficas um bocado dececionado. Ainda assim, foi talvez o menos mau na primeira-parte e fez no geral um bom jogo.

Celis - Eh pá, desta vez nem peças para cagar. Sai logo fds... Mas agora a sério, quem foi a alma que, sabendo que temos Fejsa e Samaris, mais Pedro Rodrigues na "B", achou que era necessário gastar dinheiro no Celis? E depois pô-lo a jogar?

Danilo - um pouco escondido durante o primeiro tempo, decidiu sacar um coelho da cartola e fazer um golaço. Podia ser uma opção interessante para o jogo da Champions, mas não, vai ficar por Lisboa a subir uns níveis no Ultimate Team do FIFA 17.

Zivkovic - fez um daqueles jogos em que não faz nada de mal, mas também ninguém se lembra de nada de bom. O que é normal, tendo em conta o que a equipa (não) produziu. Ainda assim, mostrou algumas boas combinações com Semedo.

Carrillo - então, tá tudo oh Carrillo? Olha, não era suposto teres ido ao Estoril hoje? Não? Ok então, fica bem.

Cervi - o mesmo que se disse sobre Zivkovic dá para Cervi. Tem a constituição física de um miúdo no meio dos gigantes, o que não dá muito jeito quando lhe pedem para ganhar bolas de cabeça. Sim, eu sei que marcou de cabeça contra o Feirense, mas até o Celis acerta um passe de vez em quando e não passa a ser o Xavi.

Zé Gomes - a pontaria não estava lá e torna-se mais difícil quando a bola nem lá chega, mas ainda encontrou espaço para um ou outro momento de perigo. Esperemos não ficar anos a aguardar por um golo do rapaz, porque isto stressa-me.

Gonçalo Guedes - mexeu logo com o jogo e foi o mais perigoso de todos os elementos do ataque. Tentou à bomba, quase que dava, mas teve um jogo positivo.

Pizzi - entrou, marcou uma data de livres e cantos, quase todos sem perigo, fez uma assistência num deles e foi para o banho. Um dia normal na vida de Pizzi.

Mitroglou - entrou com o único propósito de meter medo aos adversários. Diria, tendo em conta o resultado, que Rui Vitória acertou.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Valores mais altos se levantam

Dias tristes, estes em que se vão perdendo as grandes referências não só do Benfica mas do desporto Português em geral.
Depois de Eusébio, Coluna, Bento...vemos partir Mário Wilson. Um Senhor em todos os aspectos da palavra. Um símbolo eterno do nosso clube e de tantos outros em Portugal.
É triste que se viva um ambiente tão rasteiro e mesquinho por parte de clubes rivais e dos seus dirigentes, e que muitas vezes ainda se dê demasiada importância da parte do Benfica e dos seus adeptos a essas provocações. 

Saibamos nós seguir a postura e exemplo de Mário Wilson, que sempre foi o contrário de tudo isso: Respeito, Fair Play e muita lealdade e dedicação aos clubes por onde passou.

Nunca me hei-de esquecer que naqueles terríveis anos 90 era sempre ele o "bombeiro" chamado a ajudar o clube quando era preciso um treinador para reagrupar as tropas. E lembro-me perfeitamente da taça de Portugal que conquistámos sob o seu comando. 
Pensei colocar aqui o vídeo do seu arrepiante discurso na Gala do Benfica há uns anos, mas para quem, como eu, é demasiado novo para ter acompanhado a vida e carreira do senhor Mário Wilson, fica aqui o magnifico episódio da BenficaTV "Vitórias e Património" dedicado especialmente a ele e à sua história de vida. E que história! 

Até sempre, Velho Capitão! Os Benfiquistas sempre te vão guardar com carinho na sua memória.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Mentalidade de Vitória

O Benfiquista realmente será sempre um adepto insatisfeito: após a quinta vitória consecutiva para o campeonato (esta pela tangencial margem de 4 - 0) chovem críticas ao treinador, aos jogadores, presidente, etc...isto tudo porque o nível de futebol apresentado pela equipa não corresponde aos padrões aceitáveis para o clube.
Juntando a isso, acha-se que "a galinha da vizinha" é que é melhor que a nossa...mesmo que a tal galinha (neste caso é mais um galo de crista levantada) tenha sofrido mais uma daquelas "doses de realidade" a que nos habituou quando estava cá.
Tenho para mim que apenas no dia em que o Benfica conquistar a Champions e todas as competições internas não haverá críticas...e mesmo assim alguém com certeza dirá que devíamos ter goleado em mais jogos!
Eu próprio crítico muito, muitas vezes e em algumas talvez injustamente...mas não fujo a essa regra de adepto Benfiquista exigente, que apenas quer que ganhemos todos os jogos de goleada e rolo compressor (por mais sonhador que isso seja).
No entanto confesso que me irritam as críticas exageradas a Rui Vitória: um treinador que no início de época perde o seu mais influente defesa (Jardel), o seu melhor jogador e avançado (Jonas) e o seu suplente directo (Jiménez) e ainda assim consegue liderar o campeonato com avanço, a melhor defesa e o melhor ataque...não pode ser só sorte.

Esta mentalidade que esta já bem incutida nos jogadores, sejam eles um veterano de 32 anos ou um puto de 20, reflecte-se nos resultados e isso é o mais importante. Quanto ao facto de as exibições serem  um pouco aquém do que todos gostávamos...bem, apenas em 2009/2010 a equipa "esmagou" desde o início do campeonato e os 11 titular dessa altura era algo de completamente inacreditável para a realidade do nosso campeonato (mesmo com a "outra galinha" muito sofremos sempre até Dezembro...). Há que dar tempo aos jogadores novos de se integrarem e os lesionados de recuperarem, depois disso acontecer acredito que teremos então a tal nota artística que todos desejamos!

Até lá somos apenas primeiros isolados...que chatice!!

P.S. - Mais de 58000 na Luz...os jogos deviam ser sempre Domingo à tarde!

domingo, 2 de outubro de 2016

A felicidade de ter Messi a lateral-esquerdo e de aguentar uma vantagem de 3 golos (e até ampliá-la)

Hoje não deu para ver o jogo, mas já ouvi dizer que jogamos mal como sempre e que os outros é que são bons e que é por isso que somos os últimos a contar de baixo. Não há por isso aquela palhaçada dos comentários pós-jogo, mas fiquem com isto, que é bonito:


PS: o Parem lá com Isso! criou uma conta nessa coisa do twitter e vai mandar postas de pescada por lá também. Façam o favor de seguir aqui.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A mudança é...agora!

Se dúvidas havia que os lesionados faziam muita falta à equipa estas acabaram-se após o jogo com o Nápoles.
Nem venham com histórias: estar a perde 4 - 0, seja por que motivo for, é uma vergonha e afronta à história do clube. Foram flashbacks dos anos 90 a torto e a direito.
Mas o que passou, passou. Há que tirar as notas devidas para que não se repita:
- Júlio César é bem inferior a Ederson. É bastante óbvio já desde o ano passado e esta gestão tem de acabar! Joga o melhor para campeonato e Champions, o secundário para as taças inferiores. Ponto parágrafo. Que Nápoles sirva de "desculpa" para termos o Ederson de vez na baliza.
- Horta é (ainda) muito curto. O miúdo é novo e tem muito a aprender, neste momento ainda não é o 8 que precisamos. Não sei a quem é que o Danilo fez mal mas consta que já treina sem limitações, talvez fosse altura de lhe dar uma oportunidade?

- Salvio e Carrillo (ainda) não estão em forma. Ambos estão ainda a recuperar a melhor forma...um tal de Zivkovic que andava meia Europa atrás treina sem limitações, joga pela sua selecção e cá nicles batatóides. Mais um que fez mal a alguém para não ter uma hipótese sequer?

O meu onze para esta época seria sempre:

                                                                           Ederson

                                           Nelson Semedo    Lindelof     Jardel      Grimaldo

                                                                    Fejsa                   
                                                                                             Danilo
                                            Zivkovic                                                           Rafa

                                                                 Jonas                Mitroglou

Acredito piamente que ainda lá chegaremos, assim as lesões (e o nosso miserável departamento médico e Benfica Lab) o permitam. Com este onze somos de muito longe a equipa com mais qualidade em Portugal e sérios candidatos a uma graça na Champions (se não formos eliminados entretanto...deixar Zivkovic e Danilo de fora da convocatória devia dar direito a chibatada). 

Vamos lá Vitória...não inventes! Mete os melhores e deixa as vacas sagradas no banco, onde pertencem. Quanto ao povo Benfiquista lá estará a puxar pela equipa que escolheres!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A noite em que Quique decidiu voltar



Ah, o Benfica a sofrer aos 20 minutos e a parar de jogar a partir daí. Tinham saudades? Rui Vitória decidiu colocar mais jogadores no meio-campo mas hoje nem Fejsa lá tinha, numa exibição que acaba por não ser humilhante porque chegamos aos 85 minutos a achar que isto ainda dava a volta. Eu sei, sonha-se demasiado...

Júlio César
Foi vítima de terramoto mental na escala 7.1 a partir do penalty, onde pareceu ter menos estofo para lidar com as contrariedades que o Raul José. Deve ter confirmado a Rui Vitória que isto de andar a rodar guarda-redes à sorte é capaz de ser estúpido.

Nelson Semedo
Teve um cheirinho do que é viver em Nápoles com a Máfia: para qualquer lado que se virava, tinha sempre dois ou três gajos com vontade de lhe fazer mal. Fez o que pôde, uma vez que nunca teve o apoio de qualquer dos extremos.

Lindelof
Teve problemas com um gajo grande e polaco e com a ausência de colegas à sua frente. Tal como todos nós, assustava-se de cada vez que Lisandro atacava a bola porque nunca sabia o que sairia dali.

Lisandro
Em cada 3 bolas, entra de primeira e à maluca em 4 delas. Às vezes resulta, outras vezes dá merda, principalmente quando há jogadores que sabem tratar a bola.

Grimaldo
Melhor na primeira-parte (o que se compreende) mas foi mais um lateral a sofrer com a ausência de ajuda de um extremo. Foi talvez o melhor da equipa numa partida em que dizer que houve alguém que foi melhor no Benfica merece internamento numa qualquer ala psiquiátrica.

Fejsa
Provavelmente assustado com o cabelo de Hamsik, hoje Fejsa voltou a ser humano. Nesta Champions, saiu perto do fim contra o Besiktas e ainda não regressou, valendo um total de 5 golos sofridos. Esperamos todos que regressem em Kiev.

André Almeida
Conseguiu a proeza de tentar estar em todo o lado e não conseguir estar em lado nenhum. Correu para todo o lado e lado nenhum e abriu crateras no meio-campo, esquecendo-se que não jogou a lateral e que, como tal, havia sempre mais gente naquela zona do que aquilo a que está habituado. Levou com uma bolada a meio-campo na cabeça para ver se acordava, mas já era tarde.

André Horta
Até esteve bem a procurar a bola quando o Benfica ainda a tinha. Tendo isto demorado os primeiros 15 minutos, foi também este o tempo que esteve em campo.

Pizzi
Voltou ao Pizzi que decide sempre mal e hoje lembrou-se que defender é só até ao meio-campo e depois os defesas que tratem do resto. Hoje não o vimos a bufar antes de marcar um livre ou pontapé de canto, o que é sempre um ponto negativo.

Carrillo
Até começou bem, com algumas combinações interessantes, mas depois desapareceu tal como toda a equipa, passando também ele a defender apenas num raio de 5 metros. Saiu já quando procurava ser expulso.

Mitroglou
Falhou dois golos no início que normalmente até acerta. Depois foi andar a correr atrás da bola e olhar para ontem, porque hoje não dava para mais,

Salvio
Entrou ainda de cabeça no chão, poucas vezes se entendendo com qualquer colega. Verdade seja dita, que entrou quando já ninguém estava em campo. Foi "O" Salvio quand, numa diagonal, recebe de peito e atira a contar. Um golo que procurava e que pode acalmar um pouco a sua ânsia.

Gonçalo Guedes
Roubou a bola e logo arrancou para o golo numa das suas primeiras jogadas. Não fez muito mais, mas fez mais que toda a equipa na segunda-parte.

Zé Gomes
Entrou para fazer uns minutos de Champions e ganhar caparro, já que não há Estrela da Amadora para rodar. Teve um excelente toque de calcanhar a meio-campo, depois da sua excelente ação de prospeção no Instagram ontem à noite.

PS: Apesar desta cagada, oh Record, dá para escrever isto (assinalado no retângulo vermelho) na capa ou hoje sai qualquer coisa a falar no apocalipse?

domingo, 25 de setembro de 2016

Porque ganha o Benfica?

Porque é a melhor equipa e porque mesmo sem os seus melhores jogadores consegue ultrapassar as dificuldades? Nah, deixem lá o copo de lado um bocadinho e pensem comigo. Acham mesmo que se ganham 35 campeonatos nacionais mais dois títulos europeus e uma data de taças e supertaças a ser melhor que os outros? Há um monte de razões para se se ganhar, mas ser melhor nunca foi uma delas.

É porque há colinho, claro. Porque ainda ontem o árbitro beneficiou o Benfica quando anulou o golo a Mitroglou. Tivesse o árbitro validado o golo e tal obrigaria o Chaves a abrir-se mais e o Benfica até teria embalado para uma gorda goleada. Mas não, o cabrão do apito anula o golo, mantém o Benfica a ter de marcar e quando finalmente marcam, deixam pouco tempo para recuperar.

Ou será a sorte? Pois claro, vamos a contas: ora, numa oportunidade o Chaves acerta duas vezes no poste e falha de baliza aberta. Conclusão: uma mais uma mais outra dá três, o que significa que o Benfica devia era estar a perder 3-0 ao intervalo.

Porque nada disto alguma vez surgirá do mérito ou da qualidade. Porque se jogas quatro vezes fora e duas em casa em seis jornadas, é porque as outras equipas são todas uma merda. Porque se ganhas tantos jogos, mesmo quando não jogas tão bem e tens seis jogadores de fora é porque tens "estrelinha" ou "safas-te de boa".

Porque quando, nem no ano passado ao bateres o recorde de pontos és o melhor, porque raio haverias de o ser agora? Até porque no fundo, ganhar quatro campeonatos num mês só porque te apetece ou recorrer à fruta sempre foi mais normal e aceite do que ir para o campo e ganhar jogos.

sábado, 24 de setembro de 2016

Porque não precisas de fazer três passes seguidos quando tens Mitroglou


3 pontinhos num jogo horrível do Benfica em Barcel... Chaves.De saudar o regresso aos confrontos com o Benfica de um histórico dos relvados portugueses, uma identidade icónica, uma lenda viva: Simon Vukcevic.

Ederson
Roubou a titularidade a Júlio César para o jogo de hoje, tendo Rui Vitória provavelmente antecipado que poderia acontecer uma lesão do mais velho hoje, tal foi o caudal ofensivo dos flavienses na primeira-parte. Ederson não sofreu, mas ainda sujou o equipamento hoje.

Nelson Semedo
Teve alguns problemas enquanto teve Fábio Martins pela frente, mas a sua tarefa foi mais fácil quando o seu oponente direto passou a ser João Mário (estranha a frase, não?). Ou então passou a ter menos problemas e a poder soltar-se mais quando lhe apareceu um colega a jogar como extremo-direito à sua frente.

Lisandro
Um par de faltas estúpidas e uma capacidade extraordinária para deixar Rafael Lopes em fora-de-jogo. Falhou um cabeceamento a meio do meio-campo que só não foi mais hilariante porque minutos antes Felipe Lopes havia ele próprio falhado um cabeceamento, tendo depois sprintado para ir buscar a bola, lesionando-se enquanto apalpava a bandeirola de canto.

Lindelof
Desculpem, continuo a não conseguir olhar para ele da mesma forma enquanto não rapar o cabelo. Faz-me lembrar demasiado um sportinguista... É verdade que esteve bem, mas é como no caso do Sporting: no fim, é o que menos interessa.

Grimaldo
Passou toda a sua juventude fechado em La Masia, o que em espanhol quer dizer "Prisão de Alta Segurança sem relvado". Só assim se consegue explicar que, sempre entra em campo, era como se Rui Vitória o soltasse e o deixasse fazer o que quisesse durante 90 minutos. A maneira como faz um remate para a cabeça de Mitroglou é fantástica, embora Guardiola não deva ter gostado muito, visto que raramente tem jogadores na sua equipa com altura suficiente para andar nos carrinhos de choque, fazendo desta uma característica que Pep não deverá apreciar.

Fejsa
Mais um capítulo da força divinal de Fejsa: o sérvio perde a bola a meio-campo proporcionado um contra-ataque de 4 para 2 para o Chaves. Resultado? Duas bolas no poste e um falhanço de baliza aberta. Porque até quando falha, Fejsa acerta. Hoje não saiu, o Benfica não sofreu. Eu não sou de acreditar nestas coisas, mas um gajo que ganha nove campeonatos deve ter qualquer coisa.

André Horta
Fantástico no primeiro golo. A maneira como corre para ir ter com Mitroglou e como festeja junto dos seus adeptos é de líder de claque. Menos bem no segundo, mas as poucas imagens que nos chegam do nosso banco de suplentes não nos ajudam a uma clara análise.

Salvio
Nos verdejantes prados de Chaves gosta de correr Grimaldo. E Salvio. Com uma diferença: a Grimaldo não atrapalha se houver uma bola e adversários por lá também.

Pizzi
Ainda foi tentando, no meio de tanta mediocridade até parecia um grande jogador de futebol. Não fez um excelente jogo (como ninguém fez), mas hoje até esteve bem e fechou com um grande golo.

Gonçalo Guedes
A bola e os adversários também atrapalham um pouco nos prados de Chaves quando a única coisa que Guedes quer fazer é correr. Atenção, não foi tão mau como Salvio e teve um ou outro bom pormenor, mas quem se habitua a ter Jonas ali... coiso.

Mitroglou
Um remate para boa defesa, um golo mal-anulado, um golo bem-anulado e... o momento Mitroglou! Porque não precisas de muita coisa para marcar golos. Se tens Mitroglou tens metade do trabalho feito, a outra metade é colocar-lhe a bola a jeito.

Cervi
Entrou e ganhou um canto. E logo se percebeu que afinal o Benfica poderia jogar com extremos que a Liga permite. Não fez muito mais, mas também não precisou.

Celis
Oh pá eu ainda estou chateado contigo e isto não vai passar assim tão rápido, mas consegui ver-te fazer um passe certo, o que já não é mau.

Carrillo
Entrou e podia ter marcado. Mexeu com o jogo quando o jogo já só queria estar no seu canto a descansar. Entrou 87 minutos mais tarde do que devia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Resultados das Votações: 3ª Edição dos Takuaras


Os Takuaras voltaram para a sua 3ª Edição, depois de um ano cheio de peripécias em que praticamente só uma coisa não mudou: o local onde vai ser guardada a taça de Campeão Nacional. Porque o Benfica é TRI meus filhinhos! Nunca se esqueçam disso...

Takuara para Melhor Papagaio

São 3 anos de presidência, são 3 anos de asneiras, são 3 anos de Benfica campeão. Bruno de Carvalho foi seguido de perto por Jesus e ainda Otávio e Inácio: muito falaram, pouco disseram e nada conquistaram. É continuar!



Takuara para Maior Flop

Porque a vida são dois dias, o Carnaval três e as férias do Taarabt uma eternidade, quem melhor para receber este prémio. Há um ano, Taarabt chegava à Luz como um menino mal comportado mas havia no Benfica uma certa capacidade para tratar destes casos. Esqueçam lá isso, a vida de Taarabt é festa e festa em marroquino escreve-se "Adel".


Takuara para Mais Porco

Tanta gente que podia estar nomeada, mas o prémio vai para o cérebro, o criador disto tudo, aquele que um dia decidiu sair daqui e mostrar que não precisava de nós. Ele lá continua a achar isso. E nós? Nós lá vamos continuando a ganhar... O Cardozo é que a sabia toda...


Takuara para Guarda-Redes Mais Parvo

Ah o dia em que Casillas decidiu deixar o futebol e ir virar frangos para a VCI. Melhor decisão não podia haver, vais no bom caminho, meu caro!


Takuara para Defesa Mais Parvo

São as coisas normais da vida: o céu é azul, a relva é verde, o Benfica é campeão e o Bruno Alves é um caceteiro. Tentando manter o legado de Paulinho Santos por esses estádios fora, Bruno Alves vai-se passeando entradas perigosas por esse mundo fora, embora não tão impunemente como em Portugal.


Takuara para Médio Mais Parvo

Esperem mais uns minutos que ele já chega. É William, o melhor trinco que já povoou esta Terra a arrecadar o prémio, muito graças à sua rapidez. Olhem para ele, vejam como se mexe. Não conseguiram devido à velocidade? Não se preocupem, é GIF, está sempre a repetir...


Takuara para Avançado Mais Parvo

Sabem o que é ainda mais lento do que o William? A decisão sobre o castigo do Slimani. Pelo contrário, o cotovelo de Slimani é das coisas mais rápidas que já se viu. Mas ei! Foi a nuca do Samaris que foi ao cotovelo do Islam...


Takuara para Treinador Mais Parvo

Pois claro, não haveria muito por onde escolher. "Holy Jesus, the One and Only" é "Mestre da Tática da Reboleira", o nosso Salvador. Porque ele cria, os outros copiam.


Takuara para Adeptos Mais Parvos

Eish, lembram-se daqueles gajos que festejaram um golo do Kelvin vestidos de verde? E aqueles gajos que cantaram "Olé" com um jogo em 1-0? Eles voltaram e em dose dupla. Os adeptos do Sporting vencem esta categoria a dobrar com "Bailando" e "Campeões da Vida"


Takuara para Acontecimentos Estranhos

Um dia Eder acordou. Era um cone. No dia seguinte Eder acordou mais uma vez. Era herói nacional e podia dizer caralho na TV pública nacional em plena luz do dia. Era uma vez a história de Ederzito, o rapaz que fez de nós campeões europeus.


Takuara para Melhor Jogador

Sabes que o Nuno percebe da poda quando te lembras que foi ele que dispensou o Jonas. O que Jonas fez no Benfica? Não há palavras, simplesmente.


Takuara para Melhor Treinador

Eh pá, não é um Jorge Jesus, mas safa-se... Rui Vitória, o "Não-Treinador". Só faltou o Prémio Rui Santos mesmo...


Rui Silva a caminho da Luz

É oficial: Rui Silva, atleta de 39 anos e que estava no Sporting há 20 temporadas, veio hoje ensinar uma grande lição a todos os atletas em Portugal e no Mundo: 

Nunca é demasiado tarde para finalmente chegar a um clube grande na carreira!!

Sempre foi benfiquista assumido e agora que traga a sua experiência e conhecimento para o staff  e companheiros de pista. Há sempre lugar para a qualidade, seja em que idade for, no nosso clube e nesta secção de Atletismo!
Bem vindo à casa dos Campeões, Rui!
P.S. - Por acaso não dá para trazer a Mamona contigo, não?!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A tranquilidade genuína de ter um ponta-de-lança no regresso ao nosso lugar


O Braga assustou várias vezes, mas foi sempre a imagem do seu treinador: falta sempre o quase. O Benfica esteve quase uma hora à espera que o tempo passasse, mas na meia hora que jogou bastou para chegar à liderança. Mitroglou mostrou a importância de jogar com pontas-de-lança, Grimaldo registou o redpass de Eliseu e Pizzi mostrou que qualquer análise a um jogo de futebol é, na verdade, uma perda de tempo.

Júlio César
Provavelmente o jogo com mais trabalho este ano e com uma exibição à altura. Teve a sua exibição manchada, não quando sofreu o já habitual golo, mas quando Hélder Conduto decide começar a compará-lo com Marafona. Não se faz, Hélder, não se faz...

Nelson Semedo
Deixou de ter problemas quando viu Pizzi do seu lado, já que na primeira-parte viu por várias vezes Júlio César salvar-lhe a pele enquanto comia um lanchezinho rápido no Colombo.

Lisandro
Levou porrada como se fosse um avançado e dominou nas alturas. Um aprendiz de Jardel, sem dúvida.

Lindelof
De cabelo à Sporting, esteve sempre atento ao que acontecia do seu lado. Tentou na segunda-parte por várias vezes sair a jogar, mas a equipa tinha vontade era de descansar.

Grimaldo
Não é um Roderick, mas safa-se com a bola no pé... Umas quantas arrancadas por ali fora e atenção defensiva que deixam o Eliseu muito perto da compra de um Redpass.

Fejsa
Transformou-se por duas vezes em Celis, mas o universo tratou de mostrar que por vezes funciona de maneira equilibrada: se Fejsa falha, o universo trata de remendar o erro. É uma parceria interessante esta entre o universo e... Deus, pois claro.

André Horta
Mais um jogo a aparecer de vez em quando e, com bola, quase sempre bem e com critério. Tem neste momento o grande problema de só conseguir ocupar tanto espaço no campo como uma trança do Renato.

Salvio
Pretende ensinar a todos os treinadores um novo exercício para o aquecimento: o meiinho invertido. O jogador do meio tem a bola e os outros tentam-na roubar, sendo que Salvio vai mostrando que este é capaz de ser o exercício mais ineficaz que existe.

Pizzi
Primeira-parte a entender as suas próprias limitações, deixando sempre a bola para Grimaldo e tendo a redondinha no pé o menor tempo possível. Isolou Guedes com um toque de calcanhar, portanto é de acreditar que no próximo jogo surja uma asneira com igual capacidade artística. Na segunda, pareceu beneficiar de um alinhamento cósmico em que cada bola acabava nos seus pés. De notar a maneira como tentou acertar em Marafona, marcando um golo.

Gonçalo Guedes
Guedes, com U como diz Schwarz (e se diz é porque é) foi o grande destaque do tiro ao Marafona. É daqueles gajos que deve deixar posts no facebook a dizer que só se deve pensar em seguir em frente, tendo em conta a maneira como joga.

Mitroglou
A falta que já fazia um grego de barba rija com pontaria naquela frente de ataque. Kostas Mitroglou é o remédio para as maleitas dos profissionais de futebol. Se fizerem testes antidoping ao Marafona, é capaz de acusar a substância "Mitroglou - 2 doses". À atenção do Dr. Bento Leitão.

Carrillo
Entrou e logo levou uma assobiadela porque não sprintou para cima de 3 defesas. Seguro com a bola no pé, ia assistindo o menino para o golo.

Zé Gomes
Quase a fazer um golo que levantaria o estádio tão rápido como um golo de Mitroglou levanta guarda-redes na Liga NOS. Foi pena...

André Almeida
"I am the knight. With me, Gotham is saved." - Batman out!

Trap, Simão, Luisão, Petit, Mantorras, Karadas...

...Manuel Fernandes, Nuno Assis, Ricardo Rocha, Álvaro Magalhães, etc etc...
2004/2005 foi o ano que ditou o fim da maior seca de vitórias no campeonato nacional do Benfica e depois do programa "Vitórias e Património" da BenficaTV este deve ser mesmo o melhor trabalho acerca desse ano. São 4 horas que relatam a época do inicio ao fim, um trabalho fantástico do user do fórum SerBenfiquista dfernandes.


Uma óptima maneira de passar mais rapidamente as horas que faltam até começar o nosso Benfica!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Sem pressas

Foi uma frustrante noite europeia contra o Besiktas mas isso já lá vai juntamente com as mentiras do Talisca. E eu sempre ouvi dizer que se apanha mais depressa um mentiroso que um coxo. No caso do Talisca foi mais rápido ainda por ele ser as duas coisas, mas deixemos isso.

Para o jogo de segunda já só se pede para que esta onda de lesões não aumente e que se recupere convenientemente os jogadores lesionados! 
Houve claramente incompetência ao apressar o regresso do Jonas e Jardel à competição portanto se eles ainda não estiverem a 100% que os deixem recuperar como deve ser! Depois será talvez altura de apurar responsabilidades entre os "doutores" e dar uma explicação aos sócios.

Que se recupere toda a gente sem pressas, mesmo que isso implique jogarmos com o Guedes e Salvio em campo ao mesmo tempo...é pena as lesões este ano só acertarem nos jogadores inteligentes do plantel.

De resto, neste momento só podemos esperar que o nosso Cirugião-chefe Rui Vitória continue a fazer "milagres" como os que conseguiu o ano passado. Talvez ainda calhe a encontrar algum novo "Renato" nos miúdos, daqueles que não precisam de nascer dez nem oitchentcha e ocho vezes! 

Imagem de capa via asminhasinsoniasemcarvao