quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Se isto são os 30 minutos à Benfica, não os mostrem mais


Começou tudo bonito, jogadas com 3 bolas nos ferros davam em golo, os temíveis adeptos turcos iam vendo uma equipa de vermelho passear classe e qualidade no seu estádio. E depois, aconteceu nada mais nada menos, do que Sporting. O que antes do jogo até não seria um mau resultado, é agora uma das piores coisas que vi o Benfica fazer nos últimos anos.

Ederson: sem trabalho na primeira-parte, fez o que podia na segunda quando teve um bando de turcos e um cigano atrás dele, a acertar-lhe na cabeça e tudo mais. Sai com o ponto positivo de ter acertado com uma bolada no árbitro de baliza e não lhe ter acontecido nada.

Nélson Semedo: marcou um golaço na primeira-parte e, talvez por isso, começou também ele a levar com um bando de turcos e um cigano em cima dele, a toda a hora. Teve trabalho a mais no segundo tempo para um lateral de uma equipa que chega ao intervalo a ganhar 3-0.

Luisão: tinha uma ótima analogia para fazer comparando Luisão ao tipo de muro que Trump quer construir na fronteira EUA-México, mas depois o Benfica sofreu três golos e fica a ideia que, com ou sem muro, os mexicanos passam na mesma.

Lindelof: numa fração de segundo, a sua cabeça parou e, vendo o que o Ederson ia fazendo na primeira-parte, decidiu tentar o mesmo. Tendo em conta que tem o equipamento igual a outros 9 gajos em campo, não podia.

Eliseu: com poucas deslocações à frente, teve facilidade para parar Quaresma no primeiro tempo. Tal como os seus colegas, deixou-se dormir no 3º golo e deixou um jogador que até então tinha sido defesa-central assumir o papel de ponta-de-lança. Teve, ainda assim, uma exibição positiva.

Fejsa: Deus Ljubomir voltou e logo com um golo, que devia ter sido suficiente. Não foi e Fejsa sai do jogo com a sensação de que fez tudo o que podia e que lhe competia e que, mesmo assim, de nada serviu.

Pizzi: passou os primeiros 45 minutos a ser vítima de bullying por parte de um turco com um nome impossível de escrever, mas sempre a jogar com critério e a "fazer o carrossel mexer". Terminou o jogo só a correr de um lado para o outro, sem grande ideia do que fazer.

Salvio: sem saber bem como, fez duas assistências e ainda usou o poste para fazer outra. Viu Semedo fazer um golaço na primeira-parte e deve ter pensado que o jovem lateral aguentava defender sozinho. Enganou-se.

Cervi: sem deslumbrar, ia conseguindo combinar bem com os colegas e fazendo parte daquele carrossel que a equipa manteve durante 60 minutos. Pareceu sair do campo "só porque substituições são coisas que um treinador faz" e a equipa perdeu bastante.

Gonçalo Guedes: voltou a ter uma batalha não só contra a equipa adversária mas também contra a gravidade, sendo que ia ganhando ambas. Sai com um golo e a noção que se calhar teria feito mais sentido se só tivesse saído daquele relvado no fim.

Mitroglou: escolheu o pior jogo para decidir fazer a sua melhor impressão de Kikin Fonseca ou qualquer das outras dezenas de pontas-de-lança que por cá passaram e que tinham "muito azar" em frente a baliza. Estamos a precisar do Mitras e não deste rapaz que lhe roubou a camisola.

Rafa: entrou em campo com uma missão, mas acho que nem ele, nem Rui Vitória sabe qual era.

Samaris: entrou para segurar o meio-campo mas a bola já não andava por essas zonas há algum tempo.

Raul Jimenez: é fácil agora dizer que devia ter ido para o campo mais cedo. Mas a verdade é que devia...

domingo, 20 de novembro de 2016

A serenata de Pizzi à chuva


Ainda Bruno de Carvalho puxava a gosma para cusp... soltar o fumo do cigarro eletrónico, enquanto terminava mais uma volta olímpica ao estádio, William Carvalho acabava de cozinhar o almoço e André Silva se levantava da área do Chaves e já Cervi marcava. A partir daí foi vê-los criar oportunidades e marcar golos como se não houvesse amanhã. Este Marítimo não é um Praiense, mas acaba por ser um bom resultado na mesma.

Júlio César: a crueldade com que se obriga um jogador mais velho a estar ali, 90 minutos à chuva, enquanto os mais novos se divertem lá na frente a marcar golos. Era por razões destas que quando andávamos na quarta classe, ninguém queria ir à baliza em jogos contra os da segunda...

Nelson Semedo: numa semana em que se falou bastante do interesse de outras equipas em Semedo, o lateral do Benfica decide não perder qualquer lance defensivo e ainda fazer aquilo no terceiro golo... Não gostas do que tens aqui em Lisboa, Nelson? O que te falta rapaz? O que é que podemos fazer por ti?

Luisão: recuperado para hoje, provou que estava a prever o golo de Lisandro no Dragão, daí ter pedido para sair. Sempre certo na antecipação, não deixou passar uma bola que fosse. Mais um "velhote" a passear à chuva num sábado à noite.

Lindelof: esteve em campo com a camisola do Benfica, o que a acreditar em tudo o que vem nos jornais, será sempre um alívio. Certinho, tal como o parceiro da defesa.

Eliseu: levou uma cacetada logo da primeira vez que Dyego Sousa se fez a uma bola hoje. Bem a atacar e a defender, mostrou-se bastante disponível fisicamente.

Samaris: começou o jogo com uma jogada em que perde a bola uma vez e ganha duas. Deu golo! Teve muito pouco trabalho a defender, permitindo-o soltar-se mais e resultando num jogo muito positivo.

Pizzi: controlou tudo o que aconteceu naquele campo hoje, o que me leva a crer que tenha sido ele a dar a palestra à equipa, decidido quando regar a relva ou quando desligar os holofotes. Fernando Santos prefere ter dois guarda-redes no banco do que ter lá Pizzi, vá-se lá saber porquê. Houve #pissi hoje, claramente.

Salvio: hoje sem golos, mas muito bem nos movimentos interiores, embora sempre um pouco trapalhão. Usou uma braçadeira de braço preta, algo que não sabia que ele fazia e que achei interessante...

Cervi: quase que acertava em Mitroglou no seu golo, no seu sítio preferido, no lance mais visto esta época nos jogos do Benfica. O treinador do Marítimo admitiu que o golo de Cervi deitou ao lixo uma semana de trabalho. Para Cervi este foi, portanto, só mais um sábado.

Gonçalo Guedes: desde pequeno, Gonçalo habituou-se a acordar de manhã, correr para o autocarro e ser placado por um qualquer central brasileiro. Agora, com 19 anos, Gonçalo já não é pequeno mas tudo o resto se mantém. Mas Gonçalo desenvolveu o hábito de rapidamente se levantar e seguir com a sua vida, porque ninguém teria pena dele. Isso e marcar golos de fazer levantar um estádio.

Mitroglou: menos toques na bola do que Júlio César, dois golos, uma assistência e zero sorrisos. Porque Mitroglou sabe que fazer o seu trabalho não é mais do que a sua obrigação.

Jimenez: o pessoal lembrou-se de ir ver que o Jimenez nunca falhou um penalty e, por isso, é de esperar que falhe o próximo. Entrou, poucas vezes tocou na bola, marcou um e até podia ter saído com mais golos. É a vida de um avançado...

Rafa: um mês à espera dele para se lesionar no primeiro jogo e ficar mês e meio de fora. Avistou-se Rafa na Luz e reagiu-se como se finalmente o Big Foot tivesse sido confirmado.

Carrillo: pouco tempo em campo para se dizer o que quer que seja, mas é de crer que comece a subir de produção, tendo em conta o que fez pela seleção.

Luís Filipe Vieira: impressionante como pode ser presidente de um clube sem cuspir noutro presidente ou fazer uma volta olímpica no seu estádio... Podemos repetir as eleições?

domingo, 6 de novembro de 2016

A abertura do novo Espaço K, de Karma


A vaca lampiónica está viva aparentemente. O estado lampiónico subornou Herrera (através do Raul provavelmente, que se vê a agradecer ao médio do Porto na imagem) e o Benfica consegue um empate aos 92 minutos na casa do "Somos Porto". As rodinhas à volta do árbitro voltaram, o ódio de todo um estádio a um clube também, mas o final foi tudo menos normal. E assim é tão mais bonito.

Ederson: muito boa primeira-parte, tirando aquelas vezes em que tentava meter a bola em Gaia. Esqueceu-se que à beira do poste também é baliza e ia borrando a pintura de um jogo em que foi quase sempre perfeito a defender e um qualquer central de Distrital a chutar para a frente.

Nelson Semedo: foi o que mais sofreu com o clima de intimidação do Porto. Viu-se sempre rodeado por gajos do Porto e sem ajuda de ninguém. Só faltava lá mesmo o Macaco para ser tudo como há uns anos atrás.

Luisão: já não está para andar a correr atrás de putos e preferiu sair cedo do jogo, quando terá tido uma visão do que seria o final do jogo. Até nisto Luisão mostra o que é ser capitão.

Lindelof: dos jogos em que esteve mais ativo e mais atento também, conviveu de perto com a falta de força de André Silva, que rapidamente tinha vontade de sentir a relva do Dragão. Teve um cheirinho do que é uma verdadeira visita às Antas e sorriu pela primeira vez desde Maio quando o Benfica fez o golo.

Eliseu: fez apenas um cruzamento do meio-campo, o que é um novo recorde. Poucas vezes saiu para atacar, mas nem foi pelo seu lado que o Porto criou mais perigo. Deve-se ter rido bastante do Maxi.

Samaris: bastante perdido na primeira-parte, foi dos que melhor esteve e dos que melhor reagiu quando o Benfica decidiu sair da toca. Não é Deus Fejsa, mas a sua exibição acabou por valer muito pela segunda-parte.

Pizzi: tal como Samaris, muito pobre no primeiro tempo mas bem melhor aquando da entrada de Horta. Tentou fazer a equipa jogar quando a equipa decidiu que também estava no Dragão para um jogo de futebol.

Salvio: que mete a cabeça no chão e toma decisões estranhas com a bola nos pés já todos sabemos, agora que era capaz de deixar o Semedo a levar com 3 ou 4 jogadores do Porto e ficar a pastar a meio-campo não sabíamos. É tudo muito bonito, mas escrever mensagens nas redes sociais sobre o Benfica não chega.

Cervi: tentou principalmente por lances individuais levar a equipa para a frente na primeira-parte, mas acabou por estar demasiado sozinho e demasiado obrigado a defender para se soltar como queria.

Gonçalo Guedes: dois ou três remates com o Dolce Vita como alvo e várias perdas de bola, tendo melhorado quando passou para a ala, onde tinha menos gente a querer bater-lhe. Pouco em jogo ainda assim.

Mitroglou: sempre que a bola ultrapassou a linha do meio-campo e entrou na metade portista, Mitroglou estava ao lado. Hoje é o dia em que se pode dizer que um homem passou ao lado do jogo e estar 100% correto. Mitroglou não esteve lá e a equipa também se ressentiu disso.

Lisandro: Goooooooooooooooooooooooooooollllllllllllllllllllllllllllllllllllloooooooooooooooooooo crl!!! Assim festejaram milhões de benfiquistas à volta do mundo quando um central com nome de ex-ponta de lança do Porto marcou no minuto preferido dos da casa. O que me leva a pensar que ficamos a um Jardel de ganhar isto. Lisandro usou um dos trampolins que os adeptos do Porto tinham quando cantavam "E quem não salta é Campe... Lampião" e marcou num dos cabeceamentos mais lentos da história do futebol.

André Horta: levou a equipa para um patamar que ainda não tinha tido no jogo, soube ter bola e ainda acabou com uma assistência. Um dos melhores do Benfica, aquele que trouxe a equipa cá para cima.

Raul Jimenez: entrou para jogar demasiado encostado à ala. Raramente terá tocado na bola, mas viu de perto o golo do Benfica, logo, tem o dia ganho.

PS: já se pode questionar o Departamento Médico/de Preparação Física ou ainda não? Obrigar o Benfica a ir ao Dragão sem 5 titulares é demasiado. Hoje deu para escapar, mas não dará sempre. Não têm culpa de tudo, mas terão em muita coisa e é preciso fazer algo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O estranho sentido de humor do Universo em mais uma vitória do Benfica (#prayforfejsa)


O Benfica venceu mas o que é que isso interessa quando Fejsa sai lesionado? Precisas de alguma coisa Ljubomir? O que podemos fazer por ti? Dá para jogar coxo? Dá para inventar a máquina do tempo nas próximas horas? Teria Ederson defendido o penalty se Fejsa não se tivesse lesionado? Estaria o Dinamo Kiev na Champions se a Ucrânia ainda fosse parte da União Soviética? Tudo isto é uma confusão e eu não sei lidar com isto...

Ederson: o brasileiro estava no sítio errado à hora errada. É verdade que Derlis vinha a arrastar o pé desde o Colombo, mas Ederson estava lá. E estava lá também quando foi preciso defender a grande penalidade. Ederson foi héroi, quando mais precisávamos. O herói que queremos e o que precisamos. Assim, nem o Super Homem!

Nelson Semedo: nem deve saber como é o guarda-redes do Dinamo, tão poucas foram as vezes que se deslocou lá à frente. Teve alguns problemas com Derlis, mas foi bastante competente em quase tudo o que fez.

Luisão: há aqui alguma piada com o facto da vida mandar o Luisão várias vezes ao chão, mas eu não consigo ver bem qual é. Teve flashes de Liedson quando viu Derlis torcer-lhe os rins e deverá ter uma noite complicada ao nível do sono, mas no resto esteve impecável.

Lindelof: escorregou na primeira-parte qual miúdo sueco que brinca nos lagos gelados de Vasteras. Levantou-se e ainda foi evitar o golo, coisa que nenhum miúdo de Vasteras é capaz de fazer. Muito menos agora, que andam metidos com o Sporting.

Grimaldo: menos acutilante (não Record, não quero ir trabalhar para vocês) que o normal, mas sempre bem naquilo que fez. Raramente deu espaço a qualquer dos ucranianos que por ali aparecesse, levando Putin a pensar claramente em bater o valor da sua cláusula em Janeiro.

Fejsa: sabes que o destino é uma coisa lixada quando Deus se lesiona no Dia de Todos os Santos. Não te preocupes Ljubomir. As velas já estão acesas, as beatas já rezam e o Santuário de Fátima já está preparado para a enchente. Resta que faças a magia que só Deus consegue fazer e recupera dessa porra.

Pizzi: menos preocupado com a criação, mais com a segurança defensiva hoje, num jogo em que também não se jogou assim tanto à bola. Não foi o seu jogo mais vistoso, mas foi bastante competente. Tinha os olhos vermelhos na flash interview, o que só pode significar uma coisa. Chrou pela ausência de Fejsa ao seu lado.

Salvio: uma ou outra arrancada de qualidade e um golo. Tem sido isto Salvio, nem mais nem menos. E por nós, pode continuar assim, porque tem resultado. Teve pela frente um gajo chamado Makarenko, algo que lhe deve ter dado uma certa vontade de dançar uma popular música dos anos 90 interpretada pelos "Los del Rio".

Cervi: decidiu que hoje era um bom dia para mostrar toda a qualidade que tem naqueles pés, obrigando ucranianos a pontapearem um pequeno argentino como se este se chamasse Lionel. Não acertou com um remate no rabo de alguém a partir da zona de penalty, o que para mim é sempre um desgosto.

Gonçalo Guedes: foi o ex-Gonçalo na primeira-parte, trapalhão e sem cabeça, mas esteve mais perto do que já tem sido habitual na segunda. Principalmente quando decidiu testar a força da trave . Podia e merecia ter saído da partida com mais um golo de levantar o estádio.

Mitroglou: não sei se há algum livro de Tintin em que o jovem não consegue parar os vilões ucranianos, mas se não houver, a história foi escrita hoje, no Estádio da Luz. O nosso grego de cabelo à Tintin e barba à capitão de Haddock podia passar ali toda a noite, que nunca na vida ia acertar na baliza. "Tintin derrota os Ucranianos" provavelmente nunca existirá e é pena.

Samaris: teve o azar de substituir Deus, portanto nunca poderemos ser justos com ele. Mas não teve grandes problemas enquanto esteve em jogo.

Raul Jimenez: teve uma arrancada a provar que a lesão já lá vai, embora apresente pernas dignas de uma múmia em campo. Finalizou o lance da arrancada a provar que o Raul está de volta, quando a Luz quer é o Jimenez.

André Almeida: entrou para provar que o Benfica apoia todas as causas. É altura de Movember e não há Benfica sem bigode.

#PrayForFejsa

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Dia de voto

Cumpre-se hoje mais um dia de democracia no nosso Benfica.
Muito se tem desvalorizado este acto, muito por culpa de haver apenas um candidato em corrida, o que torna o desfecho do resultado bastante previsível.

No entanto, é preciso relembrar que bem antes de haver democracia em Portugal  havia democracia no Benfica. Falamos de algo que está bem entranhado nas raízes  do nosso clube e que deve ser respeitado e preservado.

Por tudo isto e muito mais e seja-se a favor ou contra o actual Presidente, concorde-se com tudo, com algumas coisas apenas ou não se concorde com nada...o importante é cada sócio exercer o seu direito de voto que é também uma responsabilidade.

Mesmo um voto branco é mais importante que um não-voto. Por isso usemos deste nosso privilégio e votemos em consciência.

Até porque amanha há mais um jogo para ganhar! Viva o Benfica!







segunda-feira, 24 de outubro de 2016

As caralhadas do Pizzi, as aventuras de Mitroglou e o patriotismo de Lindelof numa impensável vitória pós-Champions


Jogo regadinho de chuva, mas com um Benfica dominante, a entrar bem e a conceder muito poucas oportunidades ao Belenenses, ficando a sensação que o resultado podia ter sido mais dilatado. Fiquei confuso durante o jogo, porque podia jurar que tínhamos jogado na quarta em Kiev e que mesmo assim estávamos com uma intensidade alta, mas deve ter sido sonho só.

Ederson: à chuva, sujeito a apanhar uma pneumonia, defendeu o que por perto da baliza passava como já vem sendo hábito. Sem muito trabalho, mas eficaz no que fez, vai certamente andar a canjas esta semana.

Nelson Semedo: um lateral copy-paste. O que fez hoje foi copiado do jogo da última quarta, não interessando para tal o adversário, o árbitro ou o senhor dos couratos. Mas cá vai uma data de clichés futebolísticos que se poderão ler amanhã no jornal: foi seguro a defender e aventurou-se bastante no ataque. Se isto vier no jornal quero um chocolate.

Luisão: continua certamente com raiva de alguma coisa, os jornalistas saberão explicar melhor. Comandou mais uma vez o setor defensivo, como jogador infeliz que é, tendo participação importante no golo de Grimaldo.

Lindelof: jogo certinho e competente até ao momento em que decidiu assustar a nação benfiquista, sentando-se no chão com dores. Nada mais não seria do que a preparação para a dança tradicional sueca que ia ensaiando a seguir, enquanto se deslocava para o seu sítio.

Grimaldo: mais um com poucos problemas defensivos e que, por isso, teve a oportunidade de ir lá à frente quantas vezes quis, Um par de cruzamentos para o Tejo e uma assistência para o tiro ao boneco de Mitroglou depois, decidiu assumir o papel de marcador. Saiu perto do fim e todos ansiámos que seja apenas por ter saudades de um tal de Jonas.

Fejsa: se eu disser que Fejsa fez uma data de cortes e limpou o meio-campo, não estarei apenas a ser repetitivo e curto na minha análise. Estarei também a ser injusto, mas ao mesmo tempo verdadeiro. Não há palavras para a segurança que dá ter Fejsa, mas para se escrever um texto, as palavras são necessárias.

Pizzi: pôs toda a gente a jogar, assistiu mais uma vez e, apesar de uma ou outra asneira, nenhuma foi maior do que aquilo que se pôs a dizer junto a um microfone nos descontos. Pensa Luís Miguel, que agora és pai. Caralhadas não, Pizzi. Caralhadas não.

Salvio: uma data de bons pormenores, um ou outro momento de individualidade exagerada que são tão habituais como o Sporting foder pontos depois da Champions e um lance caricato perto do fim, em que pareceu nem pilhas ter para mexer uma perna, quanto mais dominar uma bola. É óbvio que foi visto dois minutos depois a arrancar um amarelo num sprint.

Cervi: tem a estranha mania de aparecer na zona de penálti, pronto a acertar com um remate no rabo de alguém. Conseguiu na segunda-parte ainda enviar uma bola à trave, terminando o jogo sem um golo, algo a que eu não me conseguirei habituar.

Gonçalo Guedes: estava afinal tudo bem com Guedes e rapidamente as nódoas negras sararam. Ainda foi dono de uma mochila de nome Gonçalo Brandão na primeira-parte e surpreendeu Rosell na segunda, quando pareceu querer pedir-lhe a camisola. Foi mais do que isso, o grande dinamizador do ataque benfiquista, criando oportunidades para toda a gente. Ainda a esta hora se poderá ver João Diogo no Restelo, qual pião, a rodopiar depois da finta no golo de Grimaldo.

Mitroglou: teve jogo para hat-trick, marcou um golo e continuará a ser o melhor jogador com cabelo à Tintim e barba à Capitão Haddock do mundo e o melhor remédio contra os ataques cardíacos prematuros dos benfiquistas.

Jimenez: tem neste momento tanta aptidão para jogar futebol de alto nível como eu. Razões diferentes? Certo. Eu sou só horrível e ele está lesionado. Mas a aptidão neste momento é a mesma.

André Almeida: lançado porque Grimaldo se lesionou, não se lesionou também. Uma exibição positiva, assim sendo.

Danilo: One way or another I'm gonna see ya
I'm gonna meetcha meetcha meetcha meetcha
One day, maybe next week
I'm gonna meetcha, I'm gonna meetcha, I'll meetcha

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Ederson foi Ljubomir, os argentinos dão-se bem na Ucrânia e a solução para os problemas na Crimeia


Primeira vitória do Benfica nesta edição da Champions na gelada capital ucraniana. Antunes quis rivalizar com Ederson pelo prémio de melhor do Benfica, num dia em que nem a entrada de Celis nos tiraria a vitória. Não é uma vitória de penalty no último minuto em casa do Brugge, nem tão pouco nos aproxima da liderança no Campeonato da Vida, mas dá para continuar a acreditar na passagem na Champions, o que também é importante.

Ederson: recebe hoje o prémio Fejsa, pela quantidade de vezes que teve de ser bombeiro (Fejsa também o foi, mas isso já é o normal, não tivesse o prémio o seu nome). Viu Vida passar-lhe à frente e depois ir contra ele a alta velocidade na primeira-parte, o que, não só dá um bom trocadilho como ainda ensina lições ao jovem guarda-redes.

Nelson Semedo: Viu Derlis fazer um cabeceamento horrível, que só seria suplantado pelo remate do mesmo pela linha lateral, quando já se encontrava dentro da área. Não teve muito trabalho defensivo e ainda foi bastante competente nas ações ofensivas. Terminou o jogo a ver um miúdo ucraniano ganhar cantos pelo seu lado, o que é sempre engraçado.

Luisão: continuam a perguntar a Luisão se os seus festejos são gestos de raiva e Luisão continua a olhar para os jornalistas a pensar se os gajos têm mesmo credenciais para estarem ali de microfone na mão. Foi uma ou outra vez ultrapassado em velocidade, mas com toda a sua raiva, acabava sempre por assustar os adversários que mais opções não tinham do que atirar a bola para fora.

Lindelof: bem a compensar, embora tivesse um ou outro problema com bolas colocadas nas suas costas na segunda-parte. Foi terrível para os fotógrafos que raramente o conseguiram apanhar, tal foi o seu grau de notoriedade hoje.

Grimaldo: passou no teste de aguentar 90 minutos com o Yarmolenko pela frente e não se rir uma vez do penteado. Não foi tão ofensivo hoje, mas encarnou nas melhores personagens dos filmes de ação no final, ao impedir o golo do Dinamo. Foi um filme com final feliz.

Fejsa: controlou o meio-campo e raramente deu espaço a quem por lá aparecia, voltando um pouco ao Fejsa que já conhecemos. Colocou-se também na frente de um remate já perto do fim, mas com muito menos dramatismo do que Grimaldo, porque Fejsa não tem tempo para isso.

Pizzi: sólido a defender durante boa parte do jogo, foi importante no segundo golo ao descobrir Salvio. Valeu a sua exibição pela maneira convicta com que o relatador espanhol do meu stream dizia o seu nome, até porque a sua exibição foi, ao contrário do que é costume, constante.

Salvio: um golo de penalty, uma (quase) assistência e todo um flanco para correr, que Antunes lhe alugou e que Salvio agradeceu. É um daqueles jogos em que um gajo nunca se vai lembra se ele perdeu muitas bolas ou se andou a fazer cruzamentos para ninguém porque a sua presença nos golos e a felicidade com que correu naquele flanco, deixam qualquer um deslumbrado.

Cervi: marca que se farta e ainda tem coragem de ir até à Ucrânia fazer túneis. Claro que depois leva na boca. Notou-se uma clara ausência de Horta no festejo do seu golo.

Gonçalo Guedes: Putin já deve ter estudado. É deixar Guedes no meio dos ucranianos a levar porrada e conquistar a Crimeia sem ninguém ver. O jovem português certamente não passou frio esta noite, regressando a Portugal com o primeiro caso clínico de nódoas negras em 2º e 3º grau.

Mitroglou: passou pelo jogo como um homem nos saldos da Zara. Estás lá porque tem de ser e só esperas chegar a casa inteiro, porque dali não vais levar nada. Foi ainda assim perturbado por um remate de Cervi, que Mitroglou obrigou a repetir. Com sucesso, obviamente.

Jimenez: regressou de lesão para tentar bolas de cabeça e evitar uma recaída. Diria que esteve bem em 50% das suas funções, mas vou esperar pelo boletim médico.

Celis: Rui Vitória quis testar se esta era a noite do Benfica, ao colocar Celis a 8 minutos do fim, e cedo se reparou que o teste ia ser positivo. Celis passou ao lado de tudo o que aconteceu naquele campo e é assim que queremos que continue.

Eliseu: entrou, para extremo, porque o Benfica tem poucos. Fez uma falta, festejou a vitória com os adeptos e foi para o balneário. A vida de Eliseu nunca foi tão pacata...

sábado, 15 de outubro de 2016

Não te metas com o Benfica na discoteca


Porque o Benfica é aquela gaja que vos permite tudo: vocês pagam uma bebida, começam a fazer-se ao piso, agarra aqui, mexe ali e até vos pode dar um ou outro beijinho. Mas na hora de ir embora, para fechar "a transição", está muito cansada e/ou dá-vos o número de um contabilista de 63 anos de Almancil. Porque pelo segundo ano consecutivo, o que o Benfica fez na 3ª Eliminatória da Taça de Portugal foi bullying aos mais pequenos. Prometeram-lhes mundos e fundos para depois aparecer um central a decidir que afinal já era hora de ir para a caminha e que não havia lugar a prolongamentos.

Ederson - titular hoje num jogo em que Paulo Lopes foi suplente, deixando-nos na mesma à nora quanto à questão da rotatividade dos guarda-redes. Existe? Tem uma sequência? É influenciada pela presença do Celis em campo? Para descobrir nos próximos tempos...

Nelson Semedo - não se assustou com um Águas pela frente e foi bastante participativo no ataque, embora tenha desaparecido da sua zona defensiva em alguns momentos na segunda-parte. Voltou da seleção inteirinho, o que é sempre positivo.

Luisão - como quem tira doces a um bebé, Luisão foi lá acima e decidiu que já chegava de futebol por hoje. Festejou como se de um golo decisivo para o título se tratasse (e ele sabe como se festejam esses), mas compreende-se porque o alívio que sentimos foi semelhante àquele que nos proporciona um título nacional.

Lisandro - foram tantas as boas ações ofensivas como a quantidade de lenha que distribuiu lá atrás. Fica agora ao vosso critério o número de faltas e jogadas perigosas de Lisandro hoje.

Eliseu - um gajo fica habituado a ver o Messi ali e por isso, quando metes um jogador que chuta de todo o lado, normalmente acertando num adversário, ficas um bocado dececionado. Ainda assim, foi talvez o menos mau na primeira-parte e fez no geral um bom jogo.

Celis - Eh pá, desta vez nem peças para cagar. Sai logo fds... Mas agora a sério, quem foi a alma que, sabendo que temos Fejsa e Samaris, mais Pedro Rodrigues na "B", achou que era necessário gastar dinheiro no Celis? E depois pô-lo a jogar?

Danilo - um pouco escondido durante o primeiro tempo, decidiu sacar um coelho da cartola e fazer um golaço. Podia ser uma opção interessante para o jogo da Champions, mas não, vai ficar por Lisboa a subir uns níveis no Ultimate Team do FIFA 17.

Zivkovic - fez um daqueles jogos em que não faz nada de mal, mas também ninguém se lembra de nada de bom. O que é normal, tendo em conta o que a equipa (não) produziu. Ainda assim, mostrou algumas boas combinações com Semedo.

Carrillo - então, tá tudo oh Carrillo? Olha, não era suposto teres ido ao Estoril hoje? Não? Ok então, fica bem.

Cervi - o mesmo que se disse sobre Zivkovic dá para Cervi. Tem a constituição física de um miúdo no meio dos gigantes, o que não dá muito jeito quando lhe pedem para ganhar bolas de cabeça. Sim, eu sei que marcou de cabeça contra o Feirense, mas até o Celis acerta um passe de vez em quando e não passa a ser o Xavi.

Zé Gomes - a pontaria não estava lá e torna-se mais difícil quando a bola nem lá chega, mas ainda encontrou espaço para um ou outro momento de perigo. Esperemos não ficar anos a aguardar por um golo do rapaz, porque isto stressa-me.

Gonçalo Guedes - mexeu logo com o jogo e foi o mais perigoso de todos os elementos do ataque. Tentou à bomba, quase que dava, mas teve um jogo positivo.

Pizzi - entrou, marcou uma data de livres e cantos, quase todos sem perigo, fez uma assistência num deles e foi para o banho. Um dia normal na vida de Pizzi.

Mitroglou - entrou com o único propósito de meter medo aos adversários. Diria, tendo em conta o resultado, que Rui Vitória acertou.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Valores mais altos se levantam

Dias tristes, estes em que se vão perdendo as grandes referências não só do Benfica mas do desporto Português em geral.
Depois de Eusébio, Coluna, Bento...vemos partir Mário Wilson. Um Senhor em todos os aspectos da palavra. Um símbolo eterno do nosso clube e de tantos outros em Portugal.
É triste que se viva um ambiente tão rasteiro e mesquinho por parte de clubes rivais e dos seus dirigentes, e que muitas vezes ainda se dê demasiada importância da parte do Benfica e dos seus adeptos a essas provocações. 

Saibamos nós seguir a postura e exemplo de Mário Wilson, que sempre foi o contrário de tudo isso: Respeito, Fair Play e muita lealdade e dedicação aos clubes por onde passou.

Nunca me hei-de esquecer que naqueles terríveis anos 90 era sempre ele o "bombeiro" chamado a ajudar o clube quando era preciso um treinador para reagrupar as tropas. E lembro-me perfeitamente da taça de Portugal que conquistámos sob o seu comando. 
Pensei colocar aqui o vídeo do seu arrepiante discurso na Gala do Benfica há uns anos, mas para quem, como eu, é demasiado novo para ter acompanhado a vida e carreira do senhor Mário Wilson, fica aqui o magnifico episódio da BenficaTV "Vitórias e Património" dedicado especialmente a ele e à sua história de vida. E que história! 

Até sempre, Velho Capitão! Os Benfiquistas sempre te vão guardar com carinho na sua memória.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Mentalidade de Vitória

O Benfiquista realmente será sempre um adepto insatisfeito: após a quinta vitória consecutiva para o campeonato (esta pela tangencial margem de 4 - 0) chovem críticas ao treinador, aos jogadores, presidente, etc...isto tudo porque o nível de futebol apresentado pela equipa não corresponde aos padrões aceitáveis para o clube.
Juntando a isso, acha-se que "a galinha da vizinha" é que é melhor que a nossa...mesmo que a tal galinha (neste caso é mais um galo de crista levantada) tenha sofrido mais uma daquelas "doses de realidade" a que nos habituou quando estava cá.
Tenho para mim que apenas no dia em que o Benfica conquistar a Champions e todas as competições internas não haverá críticas...e mesmo assim alguém com certeza dirá que devíamos ter goleado em mais jogos!
Eu próprio crítico muito, muitas vezes e em algumas talvez injustamente...mas não fujo a essa regra de adepto Benfiquista exigente, que apenas quer que ganhemos todos os jogos de goleada e rolo compressor (por mais sonhador que isso seja).
No entanto confesso que me irritam as críticas exageradas a Rui Vitória: um treinador que no início de época perde o seu mais influente defesa (Jardel), o seu melhor jogador e avançado (Jonas) e o seu suplente directo (Jiménez) e ainda assim consegue liderar o campeonato com avanço, a melhor defesa e o melhor ataque...não pode ser só sorte.

Esta mentalidade que esta já bem incutida nos jogadores, sejam eles um veterano de 32 anos ou um puto de 20, reflecte-se nos resultados e isso é o mais importante. Quanto ao facto de as exibições serem  um pouco aquém do que todos gostávamos...bem, apenas em 2009/2010 a equipa "esmagou" desde o início do campeonato e os 11 titular dessa altura era algo de completamente inacreditável para a realidade do nosso campeonato (mesmo com a "outra galinha" muito sofremos sempre até Dezembro...). Há que dar tempo aos jogadores novos de se integrarem e os lesionados de recuperarem, depois disso acontecer acredito que teremos então a tal nota artística que todos desejamos!

Até lá somos apenas primeiros isolados...que chatice!!

P.S. - Mais de 58000 na Luz...os jogos deviam ser sempre Domingo à tarde!