sábado, 12 de abril de 2014

É para matar!

Jorge, eu sei que não é muito do teu feitio fazê-lo e se calhar nem tomaste conhecimento disto. Nunca foste um mestre da motivação e se calhar não é de motivação que os jogadores precisam para a meia-final da Liga Europa. Mas Jesus, colas estas duas imagens no balneário da equipa e é garantido que, pelo menos em casa, o Benfica sufoca como tanto gostas.



PS: eu não sei se isto é simplesmente muita confiança ou se é confiança a mais. Mas a mim, retira o respeito que tinha, pelo menos por estes dois jogadores.

PPS: aquela cueca do Aimar ao Pirlo...

Uma questão de atitude

É Sábado à tarde, 21 de Maio de 1983, Escócia. Está nublado, mas não chove. O pequeno Aberdeen acabou de jogar com o super favorito Glasgow Rangers a final da Taça da Escócia. Alex Ferguson é treinador do modesto Aberdeen e neste momento está algures no relvado com um olhar carregado. Há jogadores das duas equipas à sua volta e o barulho das bancadas é ensurdecedor. Um jornalista aproxima-se do treinador Escocês e faz-lhe uma pergunta:

"Alex, o que achou da performance da sua equipa hoje?"

A resposta de Alex Ferguson e a atitude que a justifica acabará por mudar a face do futebol inglês, europeu e mundial nos 30 anos que se seguem. Curiosamente, acabará por mudar tudo menos o futebol Escocês.

Para entender a resposta de Alex Ferguson, precisamos de viajar 10 dias atrás, até 11 de Maio de 1983, a uma noite escura e chuvosa em Gotemburgo, Suécia, quarta feira. Joga-se a final da Taça dos vencedores das Taças. Inacreditavelmente, uma das equipas presentes na final é o Aberdeen que chega aqui depois de eliminar, entre outros, o super favorito Bayern de Munique. Não querendo perder a primeira final da sua história, há adeptos do pequeno clube Escocês que fazem a viajem para Gotemburgo em barcos de pesca. Na final de hoje o adversário é o Real Madrid treinado por Alfredo Di Stefano e o peso do seu favoritismo é, num dia mau, esmagador. Contudo o dia é de surpresas e já no prolongamento o jogo continua empatado 1-1. Dizem as crónicas que só há uma equipa em campo que quer resolver o jogo antes dos penalties: o Aberdeen. Aos 112 minutos o inacreditável acontece e o Aberdeen marca o decisivo 2-1. O apito final deixa um resultado para a história. O Real Madrid é derrotado. José António Camacho perde a sua final europeia como defesa esquerdo. O pequeno, minúsculo, insignificante Aberdeen ganhou uma Taça europeia!

O que nos trás de volta aquele Sábado à tarde de 21 de Mario de 1983, 10 dias depois. Rangers e Aberdeen acabaram de disputar a final da taça da Escócia. Há uma pergunta no ar e é dirigida ao treinador do pequeno Aberdeen. Alex Ferguson encara o jornalista e diz:

“A nossa performance hoje foi uma desgraça. O Miller e o McLeish jogaram sozinhos. Foi uma absoluta desgraça. Não quero saber se ganhamos ou perdemos. O padrão de exigência deste clube é muito maior do que aquilo que jogámos hoje e nós não vamos aceitar isto de uma equipa do Aberdeen.”

Atrás de Alex Ferguson veem-se alguns jogadores que passam de cabeça baixa, tristes, envergonhados. Jogadores do Rangers, claro. Porque os jogadores de vermelho, os do Aberdeen, festejam a segunda vitória impossível em menos de duas semanas. 

"De maneira nenhuma deveríamos retirar alguma glória do que aconteceu hoje", conclui Ferguson, de modo grave. 



No fim do vídeo podem ver a resposta original de Alex Ferguson: "We're the luckiest team in the world. We were a disgrace of a performance. Miller and McLeish won the cup for Aberdeen. Miller and McLeish played Rangers themselves. They were a disgrace of a performance. And I'm not caring, winning cups doesn't matter. Our standards have been set long ago and we're not going to accept that from any Aberdeen team. No way should we take any glory from that".

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Missão impossível na liga Europa

Calhou ao Benfica o pior sorteio possível nas meias finais da Liga Europa.

Sendo a Juventus o tri campeão Italiano, com uma equipa recheada de estrelas e com o aliciante de jogar a final na sua própria casa, só um milagre pode levar o Benfica à final este ano. Para mais com o segundo jogo a ser jogado em Turim com a final a 90 minutos de distancia. É uma missão impossível. A Juventus parte para a eliminatória com pelo menos 90% de probabilidades de a ganhar. Sem chance. Uma equipa tri campeã que joga um futebol talhado para o contra ataque contra o Benfica atacante de JJ? Façam a trouxa, o último que sair que apague as luzes e feche a porta. 

Esta eliminatória lembra-me de outras situações pessoais. Lembra-me de um jogo de rua contra uma equipa do 11º ano quando nós tínhamos acabado de começar o 8º. Lembra-me da alegria de finalmente tê-los convencido a jogar connosco. Lembra-me de saber que íamos perder. Lembra-me de pensar que afinal não havia nada a perder. Lembra-me do contraste entre a nossa seriedade e a confiança deles. Lembra-me de nunca ter corrido tanto num jogo de futebol. E lembra-me da cara de choque de quem anda no 11º e acabou de perder um jogo contra uns putos do 8º…de goleada.

Coisas engraçadas podem acontecer quando não se tem nada a perder.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Força Sílvio!

Adepto que é adepto, mais vezes critica do que aplaude. Faz parte. Eu não sou exceção. Mas hoje, e por tudo o que tem passado, há alguém que merece o nosso aplauso. Sílvio é benfiquista desde pequenino, tal como todos nós. Teve a sorte, ao contrário de nós, de ter qualidade suficiente para envergar o manto sagrado. Jogou nas camadas jovens e mandaram-no embora. Não deve ser fácil... Mas ele acreditou no seu valor e continuou a trabalhar, para anos mais tarde, voltar ao Benfica.

Não começou bem, muito devido às deficiências físicas das constantes lesões, mas foi melhorando e vinha fazendo uma reta final de temporada muito interessante. E eis que o azar lhe volta a bater à porta. Mais uma vez uma lesão. Esse infortúnio que afeta tantos atletas, mas que parece querer sempre travar Sílvio.

Da minha parte, posso apenas desejar as mais rápidas melhoras a um dos homens que mais sente o Benfica naquele balneário. Um homem, que tal como nós, vai ter de sofrer pelo Benfica do lado de fora. É esperar agora também, que este não tenha sido o último jogo do Sílvio com a camisola do Benfica. Esperamos ver-te aqui para o ano.

Isto duas vezes por semana tem mais piada

Há muitas coisas que só duas vezes por semana é pouco - tipo comer. Também há muitas coisas que duas vezes por semana é muito - tipo levar com um poste na cabeça.

Mas no que toca ao Benfica, duas vezes por semana é perfeito. É um prazer chegar consecutivamente até ao fim de Abril a ver o nosso Benfica duas vezes por semana. Já nem lembro bem o que é só jogar ao fim de semana. É de facto um privilégio. Façam lá os serviços mínimos contra os AZedes que continuaremos a jogar duas vezes por semana até ao fim.

Lá mais para a frente logo se vê se o caminho acaba bem, mas o caminho faz-se caminhando e nós estaremos sempre ao teu lado Benfica. E quanto mais caminho melhor!

BORA PRÁ LUZ MALTA QUE AINDA HÁ ESPAÇO!


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Quem querias do plantel do Sporting?

Tenho andado demasiado ocupado a infiltrar-me nas redes sociais das personagens do nosso futebol e não tenho tido tempo para pensar o Benfica. Felizmente há quem se junte ao PLCI na cruzada de testar aos limites da parvoíce. Hoje o convidado é José Antonio Saraiva, um rapaz que escreve como Benfiquista no Record e que também é director do Jornal Sol. Rapaz famoso por dizer que havia mais homossexuais hoje em dia por culpa da propaganda homosexual (?). De qualquer maneira ele hoje trás esta pérola:

Os meus parabéns ao autor. Os limites da parvoíce foram feitos para ser ultrapassados. Mas já agora, quem é que vocês queriam do plantel do Sporting? Eu queria o WC para médio defensivo, o Adrien e o Mané para suplentes e o resto como arbustos para o jardim. Já que são verduscos talvez dessem alguma cor à coisa. E vocês?

terça-feira, 8 de abril de 2014

O Facebookgate do futebol Português (2)!

O PLCI está mais infiltrado nas redes sociais do futebol português do que o joelho do Mantorras. A testar os limites da parvoíce desde Março de 2013.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Meia equipa para a seleção

Mais uma grande vitória rumo ao que nós sabemos. Ainda não está mas estamos perto. 

Posto isto vamos ao que interessa:

O Gaitan devia ser naturalizado, já faz trivelas melhores que as do cigano e não se corria o risco de o Veloso lhe ver roubada a roupa interior no estágio para ser vendida em Carcavelos.

O Oblak não vale nada. Nem uma defesa conseguiu fazer durante o jogo. Vergonhoso.

O Almeida afinal parece que sabe jogar à bola. Vai se a ver e o Djaló foi mal dispensado e estava ali o futuro central da seleção.

Não via ninguém a dar tão bem conta de penaltys como o Cardozo desde que o Toni ganhou a taça no Irão. 

O JJ inventou uma versão nova do tiki taka. Ou como ele lhe chama: triques e tátecas.

50 mil no estádio a uma segunda? Não tarda estão outra vez a acusar os adeptos de influenciarem o árbitro. 



Venham os Kalamares da ligóropa. É pra cima deles mas aproveitando para descansar algum pessoal.


Carrega Benfica!

Andrés: iguais só no nome


O jogo de hoje frente ao Rio Ave trata-se de uma autêntica final (tal como todos os jogos até fim da época). Fejsa não foi convocado e Amorim também não, ambos lesionados. O que significa que a posição de trinco vai conhecer hoje um novo nome. Tão perto da linha chegada, esse nome vai muito provavelmente acabar nas capas dos jornais pelo que fizerem hoje. Seja positivo ou negativo. Esse nome será André. Resta saber qual o apelido.

Um deles tem uma técnica fantástica. O outro nem por isso.
Um tem o mundo do futebol atento. O outro é conhecido no seu país por aqueles que realmente seguem futebol.
Um tem um potencial tremendo. Para o outro, já é uma sorte estar no Benfica.
Para um basta olhar para perceber que tem estilo de craque. O outro parece que anda sempre com a cabeça na lua.
Um tem oportunidades atrás de oportunidades (nem que seja para o treinador dizer que aposta na formação). O outro serve para tapar buracos, quando todos os outros 30 buracos já foram tapados.
Um foi vendido por 15 milhões. Pelo outro poucos dariam 1 milhão.

Esse um é André Gomes. O outro é André Almeida.

Gomes tem a técnica, o potencial, a capacidade, o hype, tudo o que precisa para pensar em ser alguém no mundo do futebol. Almeida tem ar de tosco, é utilizado em raras ocasiões e quase ninguém lhe augura um futuro muito promissor.

Assim sendo, se fosse eu a escolher, hoje jogava André Almeida. Porquê? Porque já percebeu que a atitude e a capacidade de pôr a equipa em primeiro lugar são essenciais. Porque já percebeu que há razões para os adeptos exigirem raça, querer e ambição!

PARA CIMA DELES BENFICA!

PS: a publicidade nunca fez mal a ninguém. Muito menos a auto-publicidade... Peguem lá então:


domingo, 6 de abril de 2014

O Benfica das almofadas

Amanhã o Benfica tem um jogo muito complicado contra o Rio Ave no estádio da Luz. Há quem se esqueça, mas uma derrota põe o Benfica exactamente na mesma situação onde estava o ano passado antes do jogo com o Estoril: a um empate de poder perder tudo no jogo com o Porto. 

É muito importante ganhar, mas é essencial não perder. Se empatarmos ainda continuamos a ter um empate de almofada. Perdendo, ficamos só com uma daquelas almofadas manhosas do campismo, que tu pensas que vai ser confortável mas que depois da primeira noite percebes que mais vale apoiar a cabeça num pinheiro. 

A verdade é que é sempre muito difícil ganhar jogos quando se vem de uma jornada Europeia a meio da semana. Um pormenor que o Sporting já se esqueceu mas que o próximo ano se vai encarregar de lhes relembrar. 

Essencialmente, o Benfica tem que trabalhar mais que o Rio Ave. Uma expressão que os comentadores Americanos usaram no jogo em Alkmaar e que resume na perfeição o que é preciso amanhã:

“In this second half, not only Benfica have outplayed AZ, they have outworked them” (nesta segunda parte, não só o Benfica jogou mais que o AZ, o Benfica trabalhou mais que o AZ).

Trabalhem mais que o Rio Ave durante 90 minutos que certamente ficaremos um bocadinho mais perto de ganhar Aquilo-Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado-mas-que-no-nosso-museu-já-lá-estão-32-iguais.